Ahmed admite que INSS não tinha estrutura para fiscalizar acordos, mas mesmo assim assinou Na CPMI do INSS, Eduardo Girão e Izalci Lucas confrontaram o ex-ministro José Carlos Oliveira, que admitiu não ter estrutura para fiscalizar acordos.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Ahmed admite que INSS não tinha estrutura para fiscalizar acordos, mas mesmo assim assinou

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Por Redação

Debate expôs fragilidade na gestão e omissão que permitiu avanço de fraudes no órgão

Durante sessão da CPMI do INSS nesta quinta-feira (11) o senador Eduardo Girão (Novo-CE) confrontou o ex-ministro da Previdência e ex-presidente do INSS, José Carlos Oliveira (Ahmed Mohamad Oliveira), sobre a assinatura de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) sem a devida capacidade de fiscalização.

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“Alguém que se diz técnico como o senhor, não cabe para mim, quando o senhor diz que o INSS não tem como fiscalizar, o senhor colocou aqui, não tinha como fiscalizar essas ACTs, os descontos. Aí vem a pergunta: por que o senhor assinou, o senhor sendo um técnico, algo que o senhor sabe que a sua instituição não tinha como fiscalizar?”, questionou Girão.

O ex-ministro reconheceu a limitação do instituto em controlar os acordos assinados e a devida execução de cada um deles.

“Na verdade, realmente, o INSS, isso não impede da assinatura do ACT, mas o INSS realmente não tem condição hoje, da forma que está, de fazer o controle dessa modalidade”, respondeu.

O senador cobrou explicações adicionais, visto que não havia equipe suficiente para a fiscalização correta.

“Mas por que o senhor, sendo um técnico, assinou algo que o senhor sabe que não vai ter eficácia na fiscalização?”, perguntou.

Oliveira justificou que a assinatura está prevista em lei. “A lei permite que assinem, permite que eles requeiram esse modelo, eu não tenho como, como gestor, dizer não”, disse.

Nisso, o senador Girão contestou: “O senhor poderia sim, poderia ter não assinado.”

O ex-ministro insistiu na falta de condições operacionais do órgão.

“A medida que foi na observação do desenrolar da entidade, fazer a fiscalização, mas também nós não temos estrutura para isso, não tínhamos estrutura para isso e também não devemos ter”, afirmou.

A CPMI do INSS apura fraudes que já roubaram bilhões de reais foi aposentados, mostrando falhas de gestão e a incapacidade do INSS em monitorar acordos que deveriam ser fiscalizados.

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