Marco Aurélio Carvalho solicitou investigação ao diretor-geral da Polícia Federal durante evento do 8 de Janeiro
O advogado Marco Aurélio Carvalho, que defende Fábio Luís Lula da Silva, pediu ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a abertura de investigação sobre um suposto vazamento de informações envolvendo o nome do filho do presidente da República no caso dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
O pedido foi feito durante evento do governo federal que marcou os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023, segundo apuração do SBT News. Os dois foram flagrados conversando ao pé do ouvido.
Segundo a emissora, Carvalho afirmou que a PF deve apurar o vazamento de dados que mencionam Lulinha nas investigações. Disse ainda que Andrei Rodrigues respondeu que, havendo indícios, a corporação irá investigar e responsabilizar os envolvidos. O diretor-geral da PF não se manifestou publicamente.
Advogado ligado a Lulinha pede à diretor da PF apuração sobre vazamento que atinge filho do presidente Reprodução: Vídeo do SBT News pic.twitter.com/4shunVH8be
— Portal Claudio Dantas (@PortaldoDantas) January 8, 2026
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que identificou citações a Fábio Luís Lula da Silva durante as apurações. O relator do caso é o ministro André Mendonça.
Segundo a PF, as menções surgiram em diálogos e documentos apreendidos em operações de busca e apreensão realizadas contra suspeitos. A corporação apura a possível existência de vínculo oculto entre Lulinha e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos alvos centrais da Operação Sem Desconto.
Uma das linhas de investigação envolve a empresária Roberta Luchsinger, citada como interlocutora comum entre Fábio Luís e Antunes. Na quinta fase da operação, deflagrada em dezembro, Roberta foi alvo de busca e apreensão. Foi nesse material que surgiram referências ao nome de Lulinha, segundo a PF.
Antônio Camilo Antunes está preso desde setembro do ano passado, sob suspeita de liderar um esquema milionário de descontos irregulares em benefícios previdenciários, com pagamento de propina a agentes públicos.
Antes da divulgação das informações, a CPMI do INSS chegou a votar um pedido de convocação de Fábio Luís Lula da Silva. O requerimento foi rejeitado. Um novo pedido deve ser analisado após o recesso parlamentar.
