Adélio Bispo passa por nova avaliação de periculosidade em presídio federal
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Adélio Bispo passa por nova avaliação de periculosidade em presídio federal

Adélio Bispo será avaliado por psicólogos no presídio de Campo Grande; laudo vai definir se ele segue como perigoso ou pode deixar o sistema prisional
Adélio Bispo será avaliado por psicólogos no presídio de Campo Grande; laudo vai definir se ele segue como perigoso ou pode deixar o sistema prisional. Reprodução/Arquivo Família

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Por Redação

Adélio Bispo passa por nova avaliação de periculosidade em presídio federal

Adélio Bispo, de 47 anos, autor do atentado contra Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018, passará nos próximos dias por uma nova avaliação psiquiátrica no Presídio Federal de Campo Grande (MS). O exame vai determinar se ele ainda representa ameaça à sociedade, sete anos após o crime.

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Dois psicólogos serão enviados à unidade para realizar a análise clínica. O laudo vai indicar se Adélio mantém transtornos mentais que justifiquem a classificação de alta periculosidade e se é necessário prorrogar ou revisar sua medida de segurança. O relatório também poderá sugerir nova reavaliação em prazo determinado ou eventual transferência para hospital de custódia.

Adlélio Bispo esfaqueou o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018, durante a campanha eleitoral
Adlélio Bispo esfaqueou o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018, durante a campanha eleitoral

Caso o parecer seja favorável à libertação, Adélio poderá deixar o presídio, já que cumpre medida de segurança, não pena. Nesse cenário, ele seria submetido a acompanhamento ambulatorial, conforme decisão judicial.

Relatórios médicos indicam piora no quadro mental de Adélio durante o período de reclusão. Ele vive isolado, recusa banho de sol e, desde julho, também se nega a tomar os medicamentos prescritos para tratar transtorno delirante persistente. O prontuário médico segue em sigilo.

Durante o governo Bolsonaro, a Polícia Federal tentou ter acesso aos documentos médicos de Adélio, mas o pedido foi negado. Uma decisão judicial garante sua permanência no sistema prisional federal até 2038, quando completará 60 anos.

Considerado inimputável, Adélio não responde a processos criminais. Ele ocupa uma cela de cerca de seis metros quadrados, não recebe visitas familiares há mais de um ano e evita contato com outros detentos ou atividades de rotina no presídio de segurança máxima.

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