PGR denuncia Zema ao STJ por calúnia contra Gilmar Mendes
Brasília, Quinta, 02 de julho de 2026
Justiça

PGR denuncia Zema ao STJ por calúnia contra Gilmar Mendes

Gonet afirma que publicação ultrapassou os limites da crítica política; ex-governador reage e diz que não irá “recuar um milímetro”

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Por Redação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta sexta-feira (15) o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo-MG) por calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A acusação, apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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Segundo a PGR, a denúncia está relacionada a uma publicação feita por Zema nas redes sociais, em que ministros do STF aparecem retratados como fantoches em vídeo com críticas ao Judiciário no contexto do caso Banco Master. O material também fazia referência ao ministro Dias Toffoli.

A origem do caso remonta a um pedido feito por Gilmar Mendes ao ministro Alexandre de Moraes para que Zema fosse incluído no inquérito das fake news. Ao analisar o episódio, porém, Paulo Gonet entendeu que a situação não se enquadrava no escopo da investigação conduzida no STF e avaliou que o caso deveria tramitar no STJ por estar ligado ao exercício do cargo de governador.

Na denúncia, a PGR sustenta que a publicação ultrapassou os limites da crítica institucional e atribuiu, ainda que em formato de sátira, conduta criminosa ao ministro Gilmar Mendes.

Segundo o documento, a peça divulgada por Zema teria sugerido prática de corrupção passiva, hipótese que, para a Procuradoria, configura crime de calúnia ao imputar falsamente um fato definido como crime.

A acusação também menciona a ampla repercussão do conteúdo nas redes sociais, destacando o alcance expressivo de visualizações como elemento que amplia os efeitos da suposta ofensa.

Em manifestação após a denúncia, Zema afirmou que a publicação teve caráter satírico e criticou a reação de integrantes do Supremo. Em nota, o ex-governador utilizou a expressão “intocáveis”, já presente no conteúdo que motivou a ação, e declarou que não pretende mudar sua postura.

“Não vou recuar um milímetro”, afirmou.

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