“Não existe contrapartida política”, diz Frias sobre filme de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 01 de julho de 2026
Política

“Não existe contrapartida política”, diz Frias sobre filme de Bolsonaro

Deputado afirma que projeto buscava registrar a trajetória de Jair Bolsonaro e nega favorecimento em captação de recursos

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou hoje (15), durante participação no programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, que não houve qualquer contrapartida política na captação de recursos para o longa.

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“Não existe política nisso, pelo amor de Deus. O que o Flávio mais quer e sempre quis é fazer um filme em homenagem ao pai dele”, declarou Frias.

O deputado afirmou que houve contato com empresários e investidores para buscar financiamento privado para a produção e disse que o processo foi conduzido como uma prospecção comum de mercado.

“Eu entrei em contato com pessoas, o Flávio entrou em contato com pessoas, o Thiago nos ajudou a chegar em algumas pessoas. É uma prospecção de um produto”, afirmou.

Segundo Frias, os investidores buscavam retorno financeiro e participação nos lucros do filme. Ele negou qualquer vínculo político nas negociações.

“Não existe contrapartida política. O cara investe porque quer retorno e porque é um produto forte”, disse.

Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que o filme foi estruturado nos Estados Unidos e submetido às regras americanas de proteção jurídica e financeira.

“É um filme dos Estados Unidos, com proteção jurídica e financeira, tudo dentro das regras americanas, que são muito mais rígidas do que as regras do Brasil”, declarou.

Frias também disse que a motivação principal da produção sempre foi registrar a trajetória política de Jair Bolsonaro sob a ótica de seus aliados e apoiadores.

“O único interesse dos meninos é divulgar a história do pai deles”, afirmou.

O deputado declarou que o grupo responsável pelo projeto considera o filme uma resposta ao que chamou de “guerra cultural” e à narrativa construída sobre o ex-presidente.

“Daqui a dez anos ninguém ia saber a história. Iam repetir que Bolsonaro é genocida, que roubou joias”, disse.

Segundo Frias, o objetivo do longa é apresentar “o outro lado da história” sobre Bolsonaro para futuras gerações.

“Daqui a 50 anos, quando estiverem repetindo essas acusações, as pessoas terão a oportunidade de assistir a um filme que fala a verdade”, afirmou.

O parlamentar citou ainda produções anteriores sobre figuras ligadas à esquerda e ao crime organizado para justificar a realização do projeto.

“Fizeram filme de Marighella, fizeram filme de traficante. Só falam do pior que o Brasil tem”, declarou.

Frias afirmou que a produção do filme não foi motivada prioritariamente por lucro financeiro.

“Quando comecei a pensar nesse filme, eu não estava pensando em dinheiro”, disse.

As declarações ocorrem após a divulgação de áudios publicados pelo site The Intercept Brasil, nos quais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”. Segundo o site, Vorcaro teria repassado cerca de R$ 61 milhões ao projeto.

Flávio confirmou os contatos com Vorcaro, afirmou que buscava patrocínio privado para o longa e negou irregularidades. Já Mário Frias e a produtora GOUP Entertainment sustentam que o filme não recebeu “um único centavo” diretamente do banqueiro.

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