Exclusivo: Mário Frias traz detalhes do filme de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 01 de julho de 2026
Política

Exclusivo: Mário Frias traz detalhes do filme de Bolsonaro

Deputado afirma que “Dark Horse” enfrentou resistência do setor cultural e nega uso irregular de recursos públicos

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou hoje (15), durante participação no programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, que o projeto surgiu em 2023 e enfrentou resistência para conseguir investimentos.

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Frias declarou que decidiu iniciar o projeto por considerar que o Brasil “não podia ficar sem um registro da história do presidente”. Segundo ele, a primeira iniciativa foi a produção do documentário “A Colisão dos Destinos”, lançado nesta semana.

“O documentário mostra as relações pessoais do presidente com os irmãos, os filhos e amigos próximos. É um filme muito bonito também, mas é um documentário”, afirmou.

O deputado disse que, desde o início, enfrentou questionamentos e acusações envolvendo o financiamento das produções. Segundo ele, tentaram relacionar os filmes ao envio de emendas parlamentares.

“A Câmara já respondeu oficialmente que não há nada de errado nas minhas emendas, mas isso continua sendo especulado”, declarou.

Frias afirmou que o projeto do longa ficcional “Dark Horse” encontrou dificuldades para captar recursos no Brasil. De acordo com ele, a equipe buscou apoio internacional para viabilizar a produção.

“Eu já sabia que seria impossível conseguir investimentos para esse filme no Brasil”, disse.

O parlamentar relatou que entrou em contato com o produtor americano Michael Davis, responsável pela parte internacional do projeto, e depois iniciou negociações com o diretor Cyrus Nowrasteh e o roteirista do filme.

“Nós começamos essa tratativa absolutamente como um sonho. Ninguém jamais acreditou nesse filme”, afirmou.

Frias também comentou a escolha do ator Jim Caviezel para interpretar Bolsonaro. Segundo ele, o nome do ator sempre foi tratado como prioridade pela produção.

“Eu nunca pensei em outro ator que não fosse o Jim Caviezel. Sempre imaginei que ele era o cara certo, não só por parecer fisicamente com o presidente Bolsonaro, mas por ser um grande ator”, disse.

Durante a entrevista, o deputado criticou o que chamou de concentração ideológica no setor cultural e cinematográfico. Segundo ele, o problema nunca foi a classe artística, mas a falta de pluralidade no acesso aos recursos públicos.

“A única coisa que a gente combatia era o monopólio. Os recursos chegavam sempre para as mesmas produtoras, os mesmos produtos e as mesmas temáticas”, afirmou.

Frias também voltou a defender fiscalização sobre verbas destinadas ao setor cultural durante sua passagem pela Secretaria Especial da Cultura no governo Bolsonaro.

“Nós combatemos a falta de prestação de contas. Nunca fomos contra artistas. Sempre fomos a favor da transparência e do investimento plural”, declarou.

Ao comentar o orçamento de “Dark Horse”, o deputado afirmou que o longa foi produzido dentro dos padrões do mercado americano para filmes independentes.

“Nos Estados Unidos, um filme que custa entre 12 e 14 milhões de dólares é considerado um filme de baixo orçamento”, declarou.

Frias afirmou ainda que a produção internacional ajudou a demonstrar a capacidade técnica do cinema brasileiro para profissionais de Hollywood.

“No final, eles saíram daqui com a certeza de que têm condição de rodar qualquer filme no Brasil porque nós temos os melhores equipamentos e grandes profissionais”, disse.

A declaração ocorre após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo o site The Intercept Brasil, Vorcaro teria repassado cerca de R$ 61 milhões para a produção do filme.

Após a repercussão do caso, Mário Frias e a produtora GOUP Entertainment divulgaram notas afirmando que a cinebiografia “não recebeu um único centavo” de Vorcaro.

*Matéria em atualização

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