“Tem político da direita fazendo papel de moleque”, diz Frias
Brasília, Sábado, 18 de julho de 2026
Política

“Tem político da direita fazendo papel de moleque”, diz Frias

Deputado critica falta de apoio a Flávio Bolsonaro e acusa setores da direita de oportunismo político

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticou nesta sexta-feira (15) a postura de setores da direita após a divulgação de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro.

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Durante participação no programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, Frias afirmou que há oportunismo político dentro da própria direita e disse que parte dos aliados antecipou condenações sem conhecer todos os fatos.

“Tem político fazendo papel de moleque. E mostra claramente que não está interessado no Brasil”, declarou.

Segundo Frias, a reação de integrantes da direita ao caso demonstrou falta de unidade em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

“Hoje você não vê uma adesão, na própria direita, que aposte 100% das fichas no Flávio. Muito pelo contrário. Temos oportunistas falando: ‘ah, porque vai fazer a mesma coisa’. Então isso não é sério”, afirmou.

O deputado também criticou o que chamou de tentativa de criminalização da produção do filme sobre Bolsonaro.

“Estão querendo praticamente incriminar as pessoas por algo que não existiu”, disse.

Frias afirmou que o longa não possui conteúdo eleitoral nem promoção de candidatura. Segundo ele, o filme retrata a história pessoal e política de Jair Bolsonaro durante a eleição de 2018.

“O filme é da história de Jair Bolsonaro, que não é candidato. Os filhos aparecem como personagens do filme, mas não são candidatos”, declarou.

O parlamentar disse ainda que a produção não aborda temas ligados ao STF, ao PT ou a disputas institucionais.

“O filme não fala de PT. O filme não fala de STF. O filme gira em torno de um cara obstinado, com fé, que ama a família e acredita em Deus”, afirmou.

Durante a entrevista, Frias voltou a defender o lançamento do longa antes das eleições, caso haja condições para isso no Brasil.

“Se estivéssemos numa normalidade institucional, não haveria problema algum em lançar esse filme agora”, declarou.

O deputado afirmou que a equipe avalia cenários para a estreia e disse que o lançamento nos Estados Unidos está mantido.

“Nos Estados Unidos nós vamos lançar, queiram ou não queiram”, disse.

Frias também comparou o filme sobre Bolsonaro a produções feitas sobre outras lideranças políticas brasileiras.

“Teve filme do Lula, teve filme do Temer. Por que não pode ter um filme de Jair Bolsonaro?”, questionou.

As declarações ocorrem após a divulgação de áudios publicados pelo site The Intercept Brasil, nos quais Flávio Bolsonaro cobra pagamentos de Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”. Segundo a reportagem, o banqueiro teria repassado cerca de R$ 61 milhões ao projeto.

Flávio confirmou os contatos com Vorcaro, afirmou que buscava patrocínio privado para o longa e negou irregularidades. Já Mário Frias e a produtora GOUP Entertainment sustentam que a cinebiografia não recebeu “um único centavo” diretamente do banqueiro.

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