PF aponta esvaziamento de casa de investigado na 6ª fase da Compliance Zero
Brasília, Sábado, 04 de julho de 2026
Justiça

PF aponta esvaziamento de casa de investigado na 6ª fase da Compliance Zero

Investigação aponta que ação ocorreu logo após prisão ligada a Vorcaro

Foto: Reprodução/PF

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Por Redação

A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) que um dos investigados na 6ª fase da operação Compliance Zero teria determinado a retirada completa de móveis e objetos de uma residência em Lagoa Santa (MG) pouco depois de uma prisão relacionada ao caso, em um movimento que, segundo os investigadores, pode ter comprometido a preservação de provas.

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De acordo com o relatório da PF, David Henrique Alves, alvo da nova etapa da operação deflagrada nesta quinta-feira (14), teria orientado um subordinado, Victor Lima Sedlmaier, a esvaziar integralmente o imóvel. A ação teria ocorrido em 5 de março, um dia após a prisão de Fabiano Campos Zettel, apontado como cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, durante a fase anterior da investigação.

A decisão que autorizou a nova ofensiva policial, assinada por André Mendonça, reúne os elementos colhidos pela investigação e descreve a movimentação como potencial tentativa de retirada de materiais com valor probatório.

Segundo os agentes, Victor não apenas tinha ligação próxima com o suposto líder do grupo, como também teria participado diretamente da remoção de bens e equipamentos do imóvel, em um momento considerado sensível para a apuração. Ele teria ido ao local inicialmente em um veículo importado, com acesso à chave da residência, e depois retornado com um caminhão de mudança para retirar o restante dos pertences.

Para a PF, a sequência de ações reforça a suspeita de que o imóvel tenha sido “desmobilizado” logo após a evasão de David Henrique Alves, o que poderia indicar a eliminação ou ocultação de evidências relacionadas ao esquema investigado.

As apurações também detalham a atuação de dois núcleos apontados como parte da estrutura criminosa. Um deles, chamado “Os Meninos”, seria responsável por ataques cibernéticos, invasões de sistemas, derrubada de perfis e monitoramento digital irregular. O outro, conhecido como “A Turma”, teria perfil mais violento, com atuação em ameaças e intimidações contra adversários do grupo.

Segundo a investigação, ambos os núcleos seriam coordenados por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário”, que morreu após ser preso pela PF em março. Ele seria o elo entre os grupos operacionais e o núcleo central atribuído ao esquema investigado, ligado a supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o entorno de Vorcaro.

Os investigadores sustentam que as duas frentes atuavam de forma complementar, cumprindo ordens de uma estrutura hierarquizada, com divisão entre ações digitais, intimidação física e monitoramento ilegal de alvos definidos pela organização.

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