Luciano Hang cobra igualdade tributária após recuo sobre “taxa das blusinhas”
Brasília, Quinta, 02 de julho de 2026
Brasil

Luciano Hang cobra igualdade tributária após recuo sobre “taxa das blusinhas”

Empresário defende redução de impostos para produtos nacionais e critica diferença de tratamento entre varejo brasileiro e importados

Havan registra faturamento de R$ 18,5 bilhões e lucro líquido de R$ 3,5 bilhões em 2025. Empresa amplia lojas, aumenta fluxo de clientes e projeta 200 unidades em 2026

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, voltou a defender igualdade tributária entre empresas brasileiras e produtos importados após o anúncio do possível fim da chamada “taxa das blusinhas”. Segundo ele, a redução de impostos precisa alcançar também o varejo e a indústria nacional.

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“Sou favorável à redução de impostos, mas que isso aconteça de forma igual para todos. Se vão tirar o imposto da entrada de produtos estrangeiros de até 50 dólares no Brasil, então que tirem igualmente dos produtos brasileiros. Não dá para aliviar para quem vem de fora e continuar sufocando quem produz, emprega e paga impostos no país”, afirmou.

Hang disse que empresas nacionais enfrentam concorrência desigual diante da carga tributária e das exigências regulatórias impostas no Brasil. Segundo o empresário, produtos importados entram no país sem o mesmo nível de fiscalização aplicado às empresas brasileiras.

“Entram no Brasil mais de um milhão de pacotes internacionais todos os dias sem o mesmo controle exigido das empresas nacionais. Onde estão o Inmetro e a Anvisa nessa fiscalização? Existe um rigor enorme contra quem produz no Brasil, enquanto produtos estrangeiros entram sem nenhuma fiscalização”, declarou.

O empresário afirmou que a diferença de tratamento afeta diretamente a competitividade da indústria e do comércio nacional. Também disse que a ausência de fiscalização pode representar riscos à população.

“Produtos que entram sem controle podem trazer riscos à população. Precisamos defender a indústria nacional, o varejo brasileiro e, principalmente, os empregos”, disse.

Hang também comentou a repercussão envolvendo a empresa Ypê e afirmou que o episódio expôs o que classificou como tratamento desigual contra empresas brasileiras.

“O que aconteceu com a Ypê é um exemplo claro do que muitas empresas brasileiras enfrentam. Enquanto empresas nacionais são expostas e atacadas publicamente, produtos estrangeiros entram no país sem praticamente nenhuma cobrança ou controle”, afirmou.

O empresário declarou ainda que não incentiva o consumo de produtos suspensos por órgãos competentes, mas criticou o uso político de casos envolvendo empresas nacionais.

“Por isso me manifesto em defesa das empresas brasileiras, da indústria nacional e da igualdade tributária”, disse.

Hang afirmou que o debate tributário precisa ocorrer sem politização e com foco na competitividade do país.

“Infelizmente, vemos mais uma tentativa de politização e perseguição contra empresários e pessoas públicas que apenas se manifestam em defesa de uma empresa nacional”, declarou.

O Instituto Livre Mercado (ILM) também se manifestou após o anúncio do possível fim da taxação sobre compras internacionais. Em nota, o grupo afirmou que atuou desde o início contra a medida e defendeu redução ampla de impostos.

Segundo o ILM, a cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50 foi uma medida “equivocada, injusta e puramente arrecadatória”. A entidade afirmou que participou de audiências públicas, debates e articulações com parlamentares para pressionar pela reversão da taxação.

O instituto também defendeu a redução de impostos para compras acima de US$ 50 e afirmou que a discussão precisa avançar para uma agenda mais ampla de simplificação tributária.

“O governo apenas voltou atrás em uma medida errada que jamais deveria ter existido. O Brasil precisa parar de tratar o cidadão como fonte inesgotável de arrecadação. Defender menos impostos não pode ser exceção nem discurso eleitoral de última hora. Precisa ser compromisso permanente com quem produz, trabalha e empreende”, afirmou Rodrigo Marinho, CEO do Instituto Livre Mercado.

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