Agência que criou “Pilili” tem contrato milionário com o TSE
Brasília, Quinta, 02 de julho de 2026
Justiça

Agência que criou “Pilili” tem contrato milionário com o TSE

Tribunal já reservou R$ 5,4 milhões em 2026 para agência responsável pela nova campanha da urna eletrônica

Presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, e a mascote Pilili em evento no TSE. 04.05.2026. Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
Presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, e a mascote Pilili em evento no TSE. 04.05.2026. Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A empresa responsável pela criação da mascote “Pilili”, lançada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026, mantém contrato de R$ 6 milhões por ano com a Corte eleitoral. A agência Octopus Comunicação presta serviços de publicidade ao tribunal desde 2022. As informações são do Metrópoles e confirmadas pela equipe deste site com fontes dentro do TSE.

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O contrato prevê a “prestação de serviços de publicidade, por intermédio de agência de propaganda”, além da distribuição de campanhas institucionais do TSE junto ao público de interesse. Segundo informações divulgadas, o acordo já está no quarto termo aditivo.

Somente em 2026, o tribunal já empenhou R$ 5,4 milhões para pagamentos ligados à agência. A Octopus também é responsável pelas demais campanhas institucionais do TSE.

A empresa é sediada em Santo André (SP) e possui operações em Brasília, Belo Horizonte e Foz do Iguaçu. O comando da agência está nas mãos do publicitário Paulo Cesar Ferrari.

A equipe deste site tentou contato por meios oficiais do Tribunal mas ainda não obteve retorno.

Pilili virou aposta do TSE para eleições de 2026

A mascote “Pilili” foi apresentada oficialmente nesta segunda-feira (4), durante evento em comemoração aos 30 anos da urna eletrônica. O personagem representa uma urna eletrônica estilizada, com traços cartunescos.

Segundo o TSE, o nome faz referência ao som emitido pela urna no momento da confirmação do voto. A Corte afirmou que a personagem será usada em campanhas educativas e institucionais voltadas principalmente ao público jovem.

O tribunal também informou que a mascote “não possui gênero definido” e representa “neutralidade, sem estereótipos”. A proposta foi desenvolvida pela Coordenadoria de Mídias e Web da Secretaria de Comunicação do TSE.

Durante o evento, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, voltou a defender a segurança do sistema eletrônico de votação e incentivou jovens entre 15 e 17 anos a tirarem o título eleitoral.

“O voto é computado, não tem a mão de outra pessoa, não tem a visão de outra pessoa. É você, exclusivamente, com a sua escolha”, afirmou a ministra durante a cerimônia.

O lançamento da mascote rapidamente virou assunto nas redes sociais e gerou memes entre internautas. Parte das publicações ironizou o nome escolhido pelo tribunal.

Outros usuários elogiaram a estratégia de comunicação adotada pela Corte. Comentários publicados no X compararam a personagem ao “Zé Gotinha da Justiça Eleitoral”.

O TSE afirmou que a mascote será utilizada em conteúdos educativos, animações, campanhas institucionais, infográficos e ações digitais ao longo do ciclo eleitoral de 2026.

O Pilili online

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