BC “congela” bens de Guga Lima, ex-sócio de Vorcaro
Brasília, Segunda, 22 de junho de 2026
Economia

BC “congela” bens de Guga Lima, ex-sócio de Vorcaro

Bloqueio foi comunicado a bancos e entidades do mercado

Sócio petista de Vorcaro ficou bilionário com ajuda de Rui Costa e Jaques Wagner
Foto: Paulo Mocofaya/Agência ALBA

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Por Redação

O Banco Central (BC) decretou nesta manhã (05) a “indisponibilidade de bens” de Augusto Ferreira Lima e Luiz Rennó Netto, respectivamente ex-sócio e ex-diretor jurídico do Banco Master, instituição de Daniel Vorcaro.

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Na prática, a medida congela os bens. Administradores de instituições financeiras sob liquidação extrajudicial ficam impedidos de vender ou transferir propriedades até o fim do processo.

O comunicado foi disparado a instituições financeiras, bolsas de valores e entidades de registro de ativos. O BC aponta que os dois exerceram “atuação como administradores de fato da instituição nos doze meses que antecederam a decretação do regime de resolução”.

“A incidência da indisponibilidade decorre das disposições do art. 36 da Lei n.º 6.024, de 13 de março de 1974, em razão da atuação como administradores de fato da instituição nos 12 meses que antecederam a decretação do regime de resolução, conforme apuração realizada pela Comissão de Inquérito designada por meio do Ato de Diretor n.º 695, de 18 de fevereiro de 2026, e conclusão do Parecer Jurídico 543/2026-BCB/PGBC, de 29 de abril de 2026”, afirma a autarquia em comunicado publicado nesta manhã.

Ligado ao núcleo petista na Bahia, Guga Lima comandava a área de consignado do Banco Master. O CredCesta respondia por mais de 50% do faturamento da instituição. Em 2020, ele entrou na sociedade do banco, então chamado Banco Máxima, levando o CredCesta como principal ativo.

Em maio de 2024, Lima deixou o Master. No ano seguinte, recebeu autorização do Banco Central (BC) para adquirir o Banco Voiter, rebatizado como Pleno. A estratégia concentrou operações de crédito consignado, incluindo o CredCesta, com aporte de cerca de R$ 160 milhões.

O BC liquidou o Pleno em fevereiro deste ano por “comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações” da autarquia.

Lima foi preso no ano passado, na 1ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes no Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo BRB.

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