O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou há pouco que desembolsará R$ 4,9 bilhões para ressarcir cerca de 160 mil credores que investiram em CDBs do Banco Pleno, instituição controlada por Augusto Lima e liquidada nesta manhã (18) pelo Banco Central (BC).
Segundo o FGC, os pagamentos terão início “tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado”. Com a liquidação do Pleno, a exposição do fundo em instituições ligadas ao caso Master supera R$ 51 bilhões.
O FGC já pagou R$ 36 bilhões (o equivalente a 89% do total devido) a credores do banco de Daniel Vorcaro. Ainda restam R$ 6,3 bilhões a investidores que adquiriram CDBs do Will Bank, além dos R$ 4,9 bilhões referentes ao Pleno.
De acordo com o BC, o Pleno detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional (SFN). A liquidação foi motivada “pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações” da autarquia.
Os bens dos controladores e administradores do banco de Guga Lima foram tornados indisponíveis.
Guga Lima, CredCesta e Vorcaro
O CredCesta, criado por Augusto Lima em 2018 após vencer licitação da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), marcou a entrada do Banco Master no crédito consignado. Em 2020, Lima tornou-se sócio do então Banco Máxima, levando o CredCesta como um dos principais ativos. Mais da metade do lucro da instituição vinha da operação.
Lima deixou a sociedade no Master em maio de 2024. Em junho de 2025, adquiriu o Banco Voiter, que passou a se chamar Banco Pleno, após autorização do BC, presidido por Gabriel Galípolo.
O empresário realizou aportes de cerca de R$ 160 milhões e concentrou na nova instituição as operações de crédito consignado, incluindo o CredCesta.
