TCU arquiva investigação sobre voos de Nikolas Ferreira em avião particular
Brasília, Quarta, 17 de junho de 2026
Justiça

TCU arquiva investigação sobre voos de Nikolas Ferreira em avião particular

Tribunal aponta ausência de indícios de uso de recursos públicos e afirma que eventual análise cabe à Justiça Eleitoral

Nikolas Ferreira
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Compartilhe em

Foto do autor

Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar o pedido de investigação sobre o uso de aeronave privada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a campanha eleitoral de 2022. A decisão foi formalizada em acórdão assinado em 25 de abril, sob relatoria do ministro Antonio Anastasia.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A representação, apresentada pelo Ministério Público junto ao TCU, questionava a origem dos recursos utilizados em viagens feitas pelo parlamentar em um jatinho associado ao empresário Daniel Vorcaro. Ao analisar o caso, a Corte concluiu que não havia elementos mínimos que justificassem a abertura de investigação no âmbito do tribunal.

No entendimento dos ministros, a admissibilidade de denúncias exige indícios concretos de irregularidades envolvendo recursos públicos federais, o que não foi identificado no processo. Além disso, o TCU destacou que o tema envolve despesas de campanha, cuja fiscalização compete à Justiça Eleitoral, e não ao órgão de controle.

Com isso, o tribunal decidiu encerrar a apuração sem analisar o mérito das suspeitas, afastando a possibilidade de sanções administrativas no âmbito da Corte de Contas.

O caso ganhou repercussão após reportagem do jornal O Globo apontarem que o deputado utilizou a aeronave em compromissos políticos durante o segundo turno das eleições. À época, Nikolas afirmou que não tinha conhecimento sobre a propriedade do avião e que os deslocamentos ocorreram a convite de terceiros.

Após a decisão, o parlamentar comentou o arquivamento nas redes sociais, em tom irônico: “Nada como um dia depois do outro. Abraços”.

A denúncia havia sido apresentada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, com base em registros de viagens divulgados publicamente. Mesmo diante das suspeitas levantadas, o TCU concluiu que não havia vínculo comprovado com recursos públicos, o que inviabilizou o prosseguimento da investigação no órgão.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade