Esquerda retoma lema contra Congresso após duas derrotas
Brasília, Quinta, 18 de junho de 2026
Política

Esquerda retoma lema contra Congresso após duas derrotas

Parlamentares e militantes impulsionam slogan nas redes após votação no Senado

Na tramitação original, o texto havia sido aprovado com ampla margem. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF e derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, integrantes da base governista passaram a impulsionar nas redes sociais o lema “Congresso inimigo do povo”.

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A expressão ficou entre os assuntos mais comentados na rede X nesta quinta-feira (30), com incentivo de parlamentares e militantes.

O vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ) utilizou as redes para criticar a decisão do Senado e relacionou o episódio à sua pauta política.

“O episódio de ontem com Messias mostra como parte da política ainda prefere disputa de poder a enfrentar o que realmente pesa na vida das pessoas. A escala 6×1 é um desses pontos”, afirmou.

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) também se manifestou após a votação e questionou a atuação do Congresso.

Já o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) publicou vídeo em que resgata a origem do lema e defende a mobilização da base governista.

“Vamos virar de novo, porque nosso lado é o do povo trabalhador, dos mais pobres, da democracia e da Constituição e enquanto eles se juntam para blindar privilégios, nós nos mobilizamos para defender o Brasil e o projeto liderado pelo presidente Lula!”, disse.

O vereador Pedro Rousseff (PT-MG) afirmou que a rejeição ocorreu por motivações políticas e classificou a votação como tentativa de “derrubar a democracia brasileira”.

A rejeição de Jorge Messias no Senado teve 42 votos contrários e 34 favoráveis, abaixo do mínimo necessário para aprovação. O resultado surpreendeu integrantes do governo, que atribuíram o revés à articulação política no Congresso.

Nos bastidores, aliados do Planalto avaliam que a mobilização nas redes busca reagir à derrota e pressionar o Legislativo após a votação.

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