O Juntos por el Perú, partido do candidato presidencial de esquerda Roberto Sánchez, convocou uma mobilização para a próxima sexta-feira (19) em Lima, capital do Peru. A manifestação ocorre enquanto a apuração do 2º turno das eleições presidenciais, realizado em 7 de junho, se aproxima da conclusão.
Com pouco mais de 99% das atas contabilizadas, a candidata do Fuerza Popular, conservadora Keiko Fujimori, aparece com 50,09% dos votos, contra 49,9% de Sánchez.
Ao anunciar o ato, o partido afirmou que “o voto cidadão foi deslegitimado” e acusou os órgãos eleitorais de falta de transparência durante o processo. A legenda de esquerda também denunciou supostas “manobras político-midiáticas” e alegou a existência de “uma clara vontade corporativa contrária aos interesses das maiorias”.
De acordo com o partido, a Justiça Eleitoral do Peru e a “vontade soberana do povo peruano” foram comprometidas.
O Juntos convocou a “mais ampla união” de forças políticas, sociais, trabalhistas, camponesas, indígenas, juvenis e populares para fortalecer uma Frente Popular Patriótica. A expectativa é reunir delegações de diferentes regiões do país no Parque Campo de Marte, no distrito de Jesús María, em Lima.
Antes do ato principal, a campanha de Sánchez, que disputou a eleição em nome do ex-presidente deposto e preso Pedro Castillo (2021-2022), convocou vigílias e protestos em todo o país a partir desta quarta (17).
O partido afirmou em nota que o respeito ao Estado de Direito e à governabilidade depende da integridade do processo eleitoral. “Não aceitaremos a imposição de um resultado que não reflita a vontade popular com absoluta transparência e sem qualquer dúvida ou controvérsia”, declarou.
Sánchez também se manifestou nas redes sociais. O candidato defendeu o direito à fiscalização democrática e à mobilização pacífica, classificando ambos como garantias constitucionais. “Só o povo pode salvar o povo! Uma verdadeira democracia tem altos padrões de cidadania e justiça eleitoral!”, escreveu.
