Esquerda diz que não respeitará resultado da eleição no Peru
Brasília, Quarta, 17 de junho de 2026
Política

Esquerda diz que não respeitará resultado da eleição no Peru

Esquerda diz que não respeitará resultado da eleição no Peru
Foto: Reprodução/X

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Por Redação

O Juntos por el Perú, partido do candidato presidencial de esquerda Roberto Sánchez, convocou uma mobilização para a próxima sexta-feira (19) em Lima, capital do Peru. A manifestação ocorre enquanto a apuração do 2º turno das eleições presidenciais, realizado em 7 de junho, se aproxima da conclusão.

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Com pouco mais de 99% das atas contabilizadas, a candidata do Fuerza Popular, conservadora Keiko Fujimori, aparece com 50,09% dos votos, contra 49,9% de Sánchez.

Ao anunciar o ato, o partido afirmou que “o voto cidadão foi deslegitimado” e acusou os órgãos eleitorais de falta de transparência durante o processo. A legenda de esquerda também denunciou supostas “manobras político-midiáticas” e alegou a existência de “uma clara vontade corporativa contrária aos interesses das maiorias”.

De acordo com o partido, a Justiça Eleitoral do Peru e a “vontade soberana do povo peruano” foram comprometidas.

O Juntos convocou a “mais ampla união” de forças políticas, sociais, trabalhistas, camponesas, indígenas, juvenis e populares para fortalecer uma Frente Popular Patriótica. A expectativa é reunir delegações de diferentes regiões do país no Parque Campo de Marte, no distrito de Jesús María, em Lima.

Antes do ato principal, a campanha de Sánchez, que disputou a eleição em nome do ex-presidente deposto e preso Pedro Castillo (2021-2022), convocou vigílias e protestos em todo o país a partir desta quarta (17).

O partido afirmou em nota que o respeito ao Estado de Direito e à governabilidade depende da integridade do processo eleitoral. “Não aceitaremos a imposição de um resultado que não reflita a vontade popular com absoluta transparência e sem qualquer dúvida ou controvérsia”, declarou.

Sánchez também se manifestou nas redes sociais. O candidato defendeu o direito à fiscalização democrática e à mobilização pacífica, classificando ambos como garantias constitucionais. “Só o povo pode salvar o povo! Uma verdadeira democracia tem altos padrões de cidadania e justiça eleitoral!”, escreveu.

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