Moraes defende inquérito das fake news em relatório sobre 8/1
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Moraes defende inquérito das fake news em relatório sobre 8/1

Ministro reage a críticas e defende continuidade do inquérito

Vorcaro recebeu Moraes e políticos para jantar
Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Por Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes defendeu a manutenção do inquérito das fake news em relatório sobre os atos de 8 de Janeiro. Segundo o ministro, o inquérito ampliou seu alcance para abranger ações de “notícias fraudulentas” que atingem a segurança da Corte.

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No documento, Moraes afirma que a investigação teve a constitucionalidade validada pelo STF e permitiu identificar o “modus operandi de um grupo político que se transformou em verdadeira organização criminosa”.

O ministro do Supremo alega que as apurações revelaram atuação coordenada com o objetivo de enfraquecer instituições democráticas e manter no poder grupo ligado ao então presidente Jair Bolsonaro (PL).

“A sociedade, o Poder Judiciário e as instituições brasileiras mostraram sua força e resiliência, em que pese a lamentável manutenção de uma nociva, radical e violenta polarização política alimentada por grupos extremistas que persistem nas práticas criminosas, inclusive por meio de suas ‘milícias digitais’ e que permanecerão a ser investigados no âmbito do INQ 4781 e responsabilizados pelos ataques frontais ao Poder Judiciário, em especial ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que continuará defendendo a independência judicial consagrada constitucionalmente e o Estado Democrático de Direito”, afirmou no relatório.

De acordo com o magistrado, os investigados atuaram em frentes como “ataques virtuais” a opositores, ofensivas contra o STF e o Tribunal Superior Eleitoral, questionamentos ao sistema eleitoral e “tentativa de golpe de Estado”.

O documento de Moraes, intitulado “Democracia Inabalada: Atos antidemocráticas e tentativa de Golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023”, aponta a abertura de cerca de 1258 investigações relacionadas aos atos.

Também registra a condenação criminal de 850 pessoas por envolvimento no 8 de Janeiro. A pena mais alta, segundo o relatório, foi a do ex-presidente Jair Bolsonaro, de 27 anos e 3 meses de prisão.

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