“Anistia cabe ao Parlamento”, diz Messias em sabatina no Senado
Brasília, Quinta, 18 de junho de 2026
Política

“Anistia cabe ao Parlamento”, diz Messias em sabatina no Senado

Indicado ao STF afirma que tema deve ser decidido pelo Congresso e evita antecipar posição sobre casos do 8 de janeiro

Sem antecipar posicionamento sobre casos concretos, o chefe da AGU também afirmou que não cabe a ele interferir no debate político. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta quarta-feira (29), durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que eventuais medidas de anistia relacionadas aos atos de 8 de janeiro devem ser definidas pelo Congresso Nacional.

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“A competência é desta Casa. A competência é legislativa”, disse o indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao ser questionado sobre o tema. Em outro momento, reforçou: “Anistia cabe ao Parlamento”.

Messias destacou que questões com forte impacto político e social devem ser debatidas no Legislativo. “É o locus próprio para discutir temas dessa natureza”, afirmou, ao defender que o Congresso expressa de forma mais direta a vontade popular.

Sem antecipar posicionamento sobre casos concretos, o chefe da AGU também afirmou que não cabe a ele interferir no debate político. “Não acredito que meu papel seja apresentar opiniões antecipadas sobre qualquer assunto ou interferir no debate político”, disse.

A declaração ocorre na véspera da sessão do Congresso que deve analisar o veto do presidente Lula (PT) a um projeto que trata de dosimetria de penas, tema que pode impactar réus dos atos de 8 de janeiro.

Durante a sabatina, o assunto foi levantado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que criticou decisões do Supremo e questionou o papel da Corte no debate legislativo. Em resposta, Messias afirmou que não vê espaço para interferência de ministros do STF no processo de elaboração de leis.

Indicado por Lula para o Supremo, Messias passa pelo crivo do Senado em duas etapas. Primeiro, precisa ser aprovado pela CCJ. Se avançar, o nome será submetido ao plenário, onde são necessários ao menos 41 votos favoráveis, em votação secreta.

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