O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado por Lula (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), será sabatinado hoje (29) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, a partir das 9h.
Para ser aprovado, Messias precisa de ao menos 14 votos na CCJ e 41 no plenário do Senado. As duas votações serão secretas, sem divulgação nominal dos votos, apenas do placar final.
A expectativa é que a sabatina dure cerca de 10 horas e que o nome seja analisado pelo plenário ainda no mesmo dia.
A indicação feita por Lula em novembro de 2025 gerou crise política com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG). O impasse atrasou o envio da mensagem oficial ao Senado, formalizada apenas neste mês.
Na véspera da sabatina, o governo liberou cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares. A medida ocorre em meio às articulações do Planalto para garantir apoio à aprovação de Messias.
O Executivo também negocia indicações para cargos em autarquias como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Agência Nacional de Mineração (ANM), em busca de ampliar a base de votos no Senado.
Enquanto o governo acredita que Messias reúne votos suficientes para assumir uma vaga no STF, a oposição avalia que o Senado pode surpreender o Planalto e rejeitar a indicação de Lula.
Em entrevistas ao ALive, do jornalista Claudio Dantas, os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Sergio Moro (PL-PR) afirmaram que Messias deve enfrentar resistência e ser rejeitado na Casa Alta.

