STF pode intervir em impeachment “abusivo” de ministros, afirma Gilmar
Brasília, Quarta, 17 de junho de 2026
Justiça

STF pode intervir em impeachment “abusivo” de ministros, afirma Gilmar

Decano afirma que processos sem justificativa podem ser alvo de revisão judicial

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, afirmou que a Corte pode atuar para conter eventuais abusos em processos de impeachment contra seus integrantes. Em entrevista à CNN na última sexta-feira (24), ele declarou que a abertura de ações sem fundamento pode ser submetida à revisão judicial.

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“Se houver abuso, com certeza. Se houver abertura de um processo de impeachment que não se justifique, certamente pode ter controle”, disse o magistrado. Na sequência, reforçou: “Todo o processo de impeachment é passível de controle judicial”.

A Constituição estabelece que cabe ao Senado Federal processar e julgar ministros do STF nesse tipo de caso, mas, segundo Gilmar, isso não impede a atuação do Judiciário diante de irregularidades no andamento dos pedidos.

A fala ocorre em um momento de rearticulação política no Congresso em torno de propostas que tratam do impeachment de ministros da Corte. Nos bastidores, o tema voltou a ganhar força após decisões recentes do Supremo e movimentações de parlamentares da oposição.

Em 2025, Gilmar chegou a conceder uma liminar que restringia à Procuradoria-Geral da República (PGR) a prerrogativa de apresentar pedidos de impeachment contra ministros do STF. A decisão também elevava o quórum necessário no Senado e vedava o uso do conteúdo de decisões judiciais como base para acusações de crime de responsabilidade. Parte dessa medida, no entanto, foi revista posteriormente.

Para o ministro, o uso recorrente e sem base jurídica desse tipo de instrumento pode comprometer a independência do Judiciário. A discussão reacende o debate sobre os limites entre os Poderes e o alcance do controle judicial em processos conduzidos pelo Legislativo.

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