BRB aprova aumento do capital em até R$ 8,8 bilhões
Brasília, Quinta, 25 de junho de 2026
Economia

BRB aprova aumento do capital em até R$ 8,8 bilhões

Movimento ocorre após impacto das operações no caso Master

BRB diz que GDF avalia aporte para cobrir perdas com Banco Master após investigações e crise no DF.
Foto: Reprodução/Facebook BRB

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Por Redação

O Banco de Brasília (BRB) aprovou há pouco o aumento do capital social do banco em até R$ 8,8 bilhões. A decisão aconteceu durante assembleia geral com acionistas na manhã desta quinta-feira (22). A reunião começou às 10h.

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“Isso [aumento do capital] é muito importante e já demonstra que o banco tem um cronograma para integralização do capital no prazo de 29 de maio. Grande passo”, disse o atual presidente do BRB, Nelson Souza.

A medida abre espaço para a entrada de novos recursos e amplia a capacidade de operação do banco, incluindo expansão por meio de crédito, fundos e ações. Também viabiliza instrumentos como fundo imobiliário e operações com o FGC.

O movimento ocorre em meio ao esforço do BRB para recompor o balanço patrimonial, impactado pelas operações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. O aumento de capital busca corrigir o desenquadramento patrimonial da instituição ligada ao governo do DF.

O próximo passo depende do governo do DF, controlador do banco, que precisa viabilizar o aporte. A meta é concluir a capitalização até 29 de maio.

Segundo o BRB, recursos captados pela instituição serão destinados “ao reforço do patrimônio líquido e do patrimônio de referência da companhia, com o objetivo de manter os índices de capitalização regulamentares e seu enquadramento prudencial”.

Em paralelo, o banco anunciou ontem (21) acordo com a Quadra Capital para transferir ativos ligados ao Master, avaliados em R$ 15 bilhões, para um fundo de investimento. A operação busca ampliar a liquidez.

O modelo prevê pagamento inicial entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões, além de uma segunda parcela entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, condicionada ao aporte do governo do DF.

O acordo inclui a criação de um FIDC para absorver ativos oriundos do Master, como participações em empresas e carteiras de crédito. Por ser uma operação voltada à liquidez, não exige aprovação do Banco Central (BC), embora o órgão acompanhe o processo.

De acordo com o BRB, o acordo “visa à alienação dos referidos ativos com o objetivo de fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão de seu portfólio, sendo a transação etapa relevante no processo de readequação do banco”.

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