O Banco de Brasília (BRB) aprovou há pouco o aumento do capital social do banco em até R$ 8,8 bilhões. A decisão aconteceu durante assembleia geral com acionistas na manhã desta quinta-feira (22). A reunião começou às 10h.
“Isso [aumento do capital] é muito importante e já demonstra que o banco tem um cronograma para integralização do capital no prazo de 29 de maio. Grande passo”, disse o atual presidente do BRB, Nelson Souza.
A medida abre espaço para a entrada de novos recursos e amplia a capacidade de operação do banco, incluindo expansão por meio de crédito, fundos e ações. Também viabiliza instrumentos como fundo imobiliário e operações com o FGC.
O movimento ocorre em meio ao esforço do BRB para recompor o balanço patrimonial, impactado pelas operações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. O aumento de capital busca corrigir o desenquadramento patrimonial da instituição ligada ao governo do DF.
O próximo passo depende do governo do DF, controlador do banco, que precisa viabilizar o aporte. A meta é concluir a capitalização até 29 de maio.
Segundo o BRB, recursos captados pela instituição serão destinados “ao reforço do patrimônio líquido e do patrimônio de referência da companhia, com o objetivo de manter os índices de capitalização regulamentares e seu enquadramento prudencial”.
Em paralelo, o banco anunciou ontem (21) acordo com a Quadra Capital para transferir ativos ligados ao Master, avaliados em R$ 15 bilhões, para um fundo de investimento. A operação busca ampliar a liquidez.
O modelo prevê pagamento inicial entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões, além de uma segunda parcela entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, condicionada ao aporte do governo do DF.
O acordo inclui a criação de um FIDC para absorver ativos oriundos do Master, como participações em empresas e carteiras de crédito. Por ser uma operação voltada à liquidez, não exige aprovação do Banco Central (BC), embora o órgão acompanhe o processo.
De acordo com o BRB, o acordo “visa à alienação dos referidos ativos com o objetivo de fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão de seu portfólio, sendo a transação etapa relevante no processo de readequação do banco”.
