A Advocacia-Geral da União (AGU) suspendeu o salário do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, preso em novembro de 2025 por suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes em aposentadorias e pensões. O corte inclui o salário-base e os honorários.
Segundo o órgão, a medida foi adotada após decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou a prisão em nova fase da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades no INSS. A AGU apontou que a restrição de liberdade e a ausência ao serviço justificam a suspensão dos pagamentos.
Stefanutto recebia cerca de R$ 32,4 mil mensais como procurador federal. O valor era ampliado com verbas indenizatórias e honorários advocatícios. Em alguns meses, os adicionais ultrapassaram R$ 15 mil, segundo dados do Portal da Transparência.
O ex-presidente foi alvo de operação da Polícia Federal que investiga descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões. As apurações indicam cobranças feitas diretamente nos pagamentos a segurados.
Stefanutto permaneceu no comando do INSS até abril de 2025. Após a revelação do esquema, foi afastado e, posteriormente, exonerado.
Em outubro do ano passado, ele prestou depoimento à CPMI do INSS. Na ocasião, afirmou ter adotado “muitas providências”, mas que talvez não tenha atendido o que a “CGU (Controladoria-Geral da União) queria”.
