Viana sobre repasses à Lagoinha: "PT odeia evangélicos"
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Viana sobre repasses à Lagoinha: “PT odeia evangélicos”

Senador nega irregularidades e contesta uso do termo “emendas Pix”

Carlos Viana: “Entregaram a chave do Congresso ao STF”
Carlos Viana: “Entregaram a chave do Congresso ao STF”

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que é incorreto classificar como “emendas Pix” os repasses destinados por ele a uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha.

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A manifestação foi divulgada após o ministro do STF Flávio Dino determinar que o parlamentar apresente explicações sobre a destinação dos recursos.

Dois deputados federais acionaram o Supremo questionando o envio de cerca de R$ 3,6 milhões à Fundação Oásis, braço da Igreja Batista da Lagoinha, que é alvo de investigação na CPMI do INSS.

“Eu vou continuar ajudando a assistência social das igrejas evangélicas, eu não cometi nenhum erro. O PT não gosta dos evangélicos, tem uma guerra contra nós, e vai perder essa guerra”, disse.

Segundo Viana, os recursos foram transferidos na modalidade “fundo a fundo”, com análise técnica e envio aos municípios, cabendo às prefeituras definir as entidades executoras. “Não se tratam de ‘emendas Pix’”, afirmou.

O senador também declarou que não há decisão do STF que reconheça irregularidades nos repasses. De acordo com ele, o procedimento em curso envolve apenas pedido de informações, sem conclusão de mérito.

Em nova manifestação, Viana reiterou que a terminologia utilizada pode induzir a interpretações equivocadas e afirmou que os recursos passaram por avaliação do Fundo Nacional de Assistência Social e fiscalização de conselhos municipais.

Segundo o parlamentar, nesse modelo, as transferências são feitas aos entes municipais, que escolhem as instituições responsáveis pela execução dos projetos. A Fundação Oásis teria sido selecionada pelas prefeituras.

A decisão do STF ocorre após pedido anterior de esclarecimentos. O ministro apontou a necessidade de detalhamento sobre a destinação dos recursos para verificar eventual desvio de finalidade ou falhas de transparência. O despacho não aponta irregularidades.

“A solicitação integra etapa técnica de apuração, sem qualquer conclusão de mérito”, declarou.

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