Caiado promete anistia “ampla, geral e irrestrita” ao lançar pré-candidatura
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Caiado promete anistia “ampla, geral e irrestrita” ao lançar pré-candidatura

Escolhido pelo PSD, governador de Goiás diz que medida incluiria Bolsonaro e defende pacificação em meio à polarização política

Kassab: Caiado foi escolhido por ter mais chances de ir ao 2º turno
Foto: Divulgação/PSD

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi oficializado nesta segunda-feira (30) como pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático e afirmou que, se eleito, pretende conceder uma anistia ampla no país.

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“Farei anistia ampla, geral e irrestrita”, declarou Caiado durante o anúncio, ao defender a medida como caminho para reduzir tensões políticas. Segundo ele, a proposta incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Vim com o objetivo de pacificar o Brasil ao anistiar todos”, completou.

A escolha do nome do governador encerra um processo interno de cerca de dois meses dentro da legenda, liderada por Gilberto Kassab. Caiado disputava a indicação com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que desistiu da corrida na semana passada.

Ao comentar a decisão, Kassab classificou o processo como complexo. “Uma escolha difícil”, afirmou, destacando o fato de o partido reunir nomes competitivos para a disputa presidencial.

Antes mesmo da oficialização, Ratinho Júnior manifestou apoio ao colega de partido e elogiou sua trajetória administrativa. Já Eduardo Leite criticou o cenário político nacional e avaliou que a definição do PSD tende a manter o ambiente de polarização.

“O Brasil está cansado, muito cansado, de uma disputa que aprisiona o debate entre extremos”, escreveu.

Durante o discurso, Caiado também minimizou a força da polarização e disse acreditar que ela pode ser superada por lideranças fora desse eixo. Em tom confiante, afirmou ainda que derrotar o Partido dos Trabalhadores não seria o principal desafio eleitoral. “O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país”, declarou.

A candidatura própria do PSD ganhou força após a inviabilização de um apoio a outro nome. Kassab chegou a priorizar uma possível aliança com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas o cenário mudou com a reorganização das forças políticas da direita.

Apesar da definição nacional, o PSD deve manter flexibilidade nos estados, liberando suas lideranças para firmar alianças locais distintas ao longo da campanha.

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