Moraes exige detalhamento de equipe na casa de Bolsonaro
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Moraes exige detalhamento de equipe na casa de Bolsonaro

Defesa terá de especificar atividades de todos os profissionais durante prisão domiciliar, concedida por motivos de saúde

Ministro Alexandre de Moraes
Ministro Alexandre de Moraes. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, determinou nesta sexta-feira (27) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresente uma descrição detalhada das funções exercidas por cada profissional autorizado a frequentar sua residência, onde ele cumpre prisão domiciliar.

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A exigência foi feita após os advogados encaminharem ao tribunal uma lista com nomes de funcionários que atuam no local (como seguranças, motoristas e outros colaboradores) sem, no entanto, especificar as atividades desempenhadas individualmente.

No despacho, Moraes apontou a necessidade de maior controle sobre o ambiente da residência, destacando que o detalhamento das funções é essencial para garantir o cumprimento adequado da medida. Segundo o ministro, o objetivo é preservar um “ambiente controlado” durante o período da custódia domiciliar.

Bolsonaro passou a cumprir prisão em casa na manhã desta sexta-feira, após autorização do próprio relator, que considerou questões de saúde. O ex-presidente havia sido internado em 13 de março, em Brasília, com quadro de broncopneumonia bacteriana, recebendo alta dias depois.

A decisão estabelece que a domiciliar terá duração inicial de 90 dias, contados a partir da alta médica, período em que o estado de saúde do ex-presidente deverá ser monitorado continuamente. Entre as condições impostas estão a apresentação prévia de visitantes, incluindo advogados, a identificação dos profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento e o envio regular de relatórios médicos ao tribunal.

Após o prazo, o Supremo deverá reavaliar a manutenção da medida, podendo decidir pela prorrogação da prisão domiciliar ou pelo retorno ao regime anterior. A determinação também prevê a intimação da defesa e comunicação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para ciência do caso.

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