Primeira Turma do STF torna deputado Gilvan da Federal réu - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Primeira Turma do STF torna deputado Gilvan da Federal réu

Parlamentar foi denunciado pela suposta prática dos crimes de injúria, difamação e calúnia contra comandante do Exército

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

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Por Redação

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) por “injúria”, “difamação” e “calúnia” contra o comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva.

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Com a decisão, o parlamentar se torna réu em ação penal. O julgamento ocorreu entre 13 e 20 de março. O relator Alexandre de Moraes foi acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

De acordo com a PGR, em 25 de novembro de 2025, o deputado ofendeu o general durante sessão da Câmara e atribuiu “falsamente fatos definidos como crimes ao general”. 2 dias depois, teria publicado vídeo com “fatos e afirmações ofensivos à reputação, à dignidade e ao decoro do General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva.”

Entre os trechos citados na denúncia está: “Dizer a você, Comandante do Exército, você é um general de merda, frouxo, covarde”. O parlamentar também afirmou: “E o Comandante do Exército Brasileiro, General Tomás Paiva, é o cúmplice do ditador Alexandre de Moraes”.

Segundo a PGR, as falas tiveram o “propósito de constranger publicamente o general” ao criticar sua atuação após os atos de 8 de Janeiro. No discurso, o deputado afirmou que um tentativa de golpe “nunca existiu” no Brasil e mencionou “prisões ilegais” com o general sendo “cúmplice”.

Em seu voto para tornar Gilvan reú, Alexandre de Moraes rejeitou que as declarações do deputado estavam protegidas por imunidade parlamentar.

Em nota, a defesa do deputado federal afirmou que o recebimento da denúncia não significa condenação e disse que irá demonstrar “de forma inequívoca, a absoluta fragilidade jurídica da acusação”.

Segundo os advogados, a acusação da PGR “parte de leitura descontextualizada de manifestações inseridas no debate político e no exercício do mandato parlamentar”.

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