STF justifica buscas contra jornalista por suposto monitoramento
Brasília, Quarta, 17 de junho de 2026
Justiça

STF justifica buscas contra jornalista por suposto monitoramento

Operação da PF foi motivada por publicações sobre uso de veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino

Dino
Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Por Redação

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou esclarecimentos sobre a operação de busca e apreensão realizada contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, responsável pelo blog Luis Pablo.

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Em nota oficial, a Corte afirmou que a medida não tem relação com crimes contra a honra ou liberdade de expressão, mas decorre de suspeitas de monitoramento ilegal dos procedimentos de segurança do ministro Flávio Dino.

O mandado foi cumprido pela Polícia Federal (PF) na terça-feira (10), autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes.

A investigação começou após Almeida publicar reportagens sugerindo que Dino e familiares estariam utilizando um veículo pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) em deslocamentos em São Luís. Segundo o STF, essas publicações incluíam placas de veículos, quantidade e nomes de agentes de segurança e outros detalhes sensíveis, o que motivou a apuração.

Conforme o tribunal, o material publicado foi encaminhado à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), dando início ao procedimento investigativo.

“Portanto, a questão em investigação deriva da necessidade de apurar os citados monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro Flávio Dino. O assunto não tem correlação com crimes contra a honra ou liberdade de expressão ou inquérito das fake news”, ressaltou a nota.

Em pelo menos quatro reportagens publicadas desde novembro, o jornalista relatou ter obtido imagens e vídeos dos veículos utilizados por Dino e familiares, além de informações como o número das placas.

Após a operação, ele divulgou que computadores e celulares foram apreendidos em sua residência, mas afirmou que não comentaria o caso por ainda não ter acesso aos autos.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA), por meio da Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa, afirmou acompanhar o caso com “preocupação institucional” e alertou para os impactos sobre a atividade jornalística no país.

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