Rogério Marinho diz que só existem PT e PL no Brasil
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Rogério Marinho diz que só existem PT e PL no Brasil

Líder da Oposição afirma que vice ideal de Flávio Bolsonaro seria mulher, nordestina e evangélica

Rogério Marinho: PT diz que combate corrupção, mas tentou barrar CPMI do INSS
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Redação

O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou ontem (10) que a política brasileira hoje se organiza em torno de 2 polos partidários opostos –sem espaço para uma eventual terceira via. Para ele, PL e PT concentram a disputa política nacional em 2026, quando será escolhido o próximo presidente do país.

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A declaração foi feita durante encontro do Esfera Brasil, realizado na Casa ParlaMento, espaço do grupo em Brasília.

Marinho é apontado como provável coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

“Qualquer pesquisa de opinião que vocês façam hoje, qualquer instituto, se vocês estimularem partidos políticos, vão verificar que existem 2 partidos no Brasil. É o PT e o PL”, declarou.

A avaliação contraria a estratégia do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que busca viabilizar um candidato de terceira via para a eleição presidencial. Até o momento, porém, não houve definição de um nome competitivo fora da polarização entre PT e PL.

Ao comentar a formação da chapa presidencial, Marinho afirmou que a escolha do vice dependerá das alianças partidárias construídas durante o processo eleitoral. Ainda assim, indicou qual seria o perfil considerado ideal.

“Vamos imaginar que exista alguém que tenha o voto estereótipo, o modelo ideal de uma mulher, de uma deputada evangélica, nordestina. Mas existe alguém com essa característica num partido que estará ligado conosco”, disse.

O senador também afirmou que o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ampliar a presença no Senado nas eleições de 2026.

Segundo ele, há possibilidade de o grupo atingir maioria qualificada na Casa.

“Acho que a gente deve ter aí próximo ou acima do quórum de PEC”, disse.

Se esse cenário se confirmar, o bloco político teria votos suficientes para aprovar mudanças constitucionais. O Senado também é responsável por julgar processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante o evento, Marinho afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro teria como prioridade reformas estruturais no Estado. Ele citou mudanças administrativas, políticas, orçamentárias e no sistema judicial.

“Tem de fato reformas que precisam ser implementadas como a administrativa, a política, a do orçamento. A judiciária é essencial. Vamos colocar cada Poder de volta no seu lugar, no lugar que a Constituição determina”, afirmou.

O senador também comentou o ambiente institucional do país e afirmou que há restrições ao debate político.

“Nossa democracia hoje é relativa. As pessoas têm medo de dizer o que pensam”, declarou.

Em outro momento, afirmou que “se perdeu o pudor nesse país”.

Marinho também informou que a pré-campanha do grupo político ligado a Flávio Bolsonaro deve iniciar uma agenda nacional nas próximas semanas. O primeiro evento está previsto para 14 de abril, em Rondônia.

“Estamos debruçados justamente na formação dos candidatos regionais. É o que mais dá trabalho”, disse.

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