O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (9) que o governo do Irã estaria tentando “manter o mundo como refém” por meio de ataques contra países da região. A declaração foi feita durante um evento realizado no Departamento de Estado dos Estados Unidos.
As informações são da agência de notícias AFP.
Segundo Rubio, as ações militares iranianas representam uma ameaça não apenas ao Oriente Médio, mas também à estabilidade internacional.
“Estamos vendo a ameaça que esse regime clerical representa para a região e para o mundo. Eles estão tentando manter o mundo como refém”, disse.
O secretário também afirmou que a estratégia dos Estados Unidos busca enfraquecer a capacidade do país de continuar realizando ataques. De acordo com ele, os objetivos militares definidos por Washington estariam avançando.
O conflito na região chega ao décimo dia nesta segunda-feira, marcado por novos episódios de violência, incluindo um ataque contra uma base militar dos EUA no Iraque e contra uma refinaria no Bahrein.
Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que não há espaço para discutir um cessar-fogo enquanto continuarem as operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel.
Em entrevista coletiva, Baghaei declarou que o Irã não iniciou o confronto e que negociações estavam em andamento antes da escalada militar. Segundo ele, diante da situação atual, a prioridade do governo iraniano é responder aos ataques e concentrar esforços na defesa do país.
Rubio fez as declarações durante uma cerimônia dedicada a cidadãos americanos considerados detidos injustamente no exterior.
O evento também contou com familiares de Robert Levinson, ex-agente do FBI que desapareceu em 2007 na ilha iraniana de Kish e cuja morte foi atribuída por autoridades americanas ao governo iraniano. O caso foi citado pelo secretário como exemplo das tensões históricas entre Washington e Teerã.
