Moraes nega pedido e mantém Filipe Martins em presídio no Paraná
Brasília, Sexta, 10 de julho de 2026
Justiça

Moraes nega pedido e mantém Filipe Martins em presídio no Paraná

Ministro afirma que transferência para unidade de Curitiba ocorreu sem autorização do STF

Filipe Martins tenta reverter condenação no STF
Filipe Martins tenta reverter condenação no STF

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Por Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, rejeitou nesta sexta-feira (6) um recurso apresentado pela defesa do ex-assessor da Presidência Filipe Martins para que ele permanecesse no Complexo Médico Penal, na região metropolitana de Curitiba. Com a decisão, o investigado seguirá custodiado na Casa de Custódia de Ponta Grossa, no Paraná.

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Na decisão, o ministro afirmou que a transferência para a unidade de Curitiba ocorreu por ato administrativo do sistema penitenciário estadual, sem autorização prévia do STF. Segundo Moraes, a mudança de local de custódia deveria ter sido comunicada e autorizada pela Corte.

De acordo com o magistrado, a alteração foi realizada sem decisão judicial ou comunicação posterior ao tribunal, o que, em sua avaliação, configura desrespeito à competência do Supremo.

A Polícia Penal do Paraná confirmou ao STF que a transferência foi feita sem comunicação prévia, mas informou que a medida ocorreu por “urgência operacional”, baseada em análise técnica de segurança.

Defesa cita risco dentro do presídio

A defesa de Filipe Martins afirma que a mudança de unidade ocorreu após um princípio de rebelião registrado na Casa de Custódia de Ponta Grossa.

Segundo o advogado Ricardo Scheiffer, a unidade abriga detentos ligados a facções criminosas e enfrenta problemas de superlotação. Devido à notoriedade do ex-assessor, que integrou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a administração do presídio teria decidido mantê-lo em cela separada.

Ainda de acordo com o defensor, essa situação teria provocado reação de outros presos. Após o episódio, a administração penitenciária optou por transferi-lo para o Complexo Médico Penal, considerado uma unidade com maior controle de acesso e monitoramento.

Apesar da justificativa apresentada pela defesa e pelo sistema penitenciário, Moraes determinou o retorno do ex-assessor à unidade de Ponta Grossa por entender que a transferência não poderia ter sido realizada sem autorização judicial.

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