Alive: “A esquerda quer a cisânia na direita"
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alive: “A esquerda quer a cisânia na direita”

No Alive, Cláudio Dantas e Carol Sponza defendem união do campo conservador e criticam disputas internas

No programa Alive, Cláudio Dantas afirma que a esquerda estimula divisão na direita e Carol Sponza cobra unidade para fortalecer o Senado e avançar pautas conservadoras
No programa Alive, Cláudio Dantas afirma que a esquerda estimula divisão na direita e Carol Sponza cobra unidade para fortalecer o Senado e avançar pautas conservadoras

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

No programa Alive desta segunda-feira (1º), no YouTube, o jornalista Cláudio Dantas afirmou que disputas públicas entre lideranças da direita favorecem adversários políticos e enfraquecem o campo conservador.

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Segundo ele, há diferença entre crítica construtiva e ataques pessoais nas redes. “Uma coisa é você fazer a crítica como eu faço aqui, a gente exerce esse papel inclusive fazendo a crítica construtiva. Outra coisa é você começar num debate em rede social ofendendo, atacando”, declarou.

Dantas disse que conflitos internos são explorados pela esquerda. Ele propôs um “exercício mental” ao público e questionou se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiria ver lideranças conservadoras unidas ou divididas. “Vocês acham que o Lula gostaria de ver a Michelle do lado do Flávio ou contra o Flávio? […] Vocês acham que o Lula gostaria de ver o Nikolas do lado do Flávio ou contra o Flávio?”, afirmou.

O jornalista também mencionou o pastor Silas Malafaia no mesmo contexto e disse que “é muito fácil esse tipo de cisânia ser explorada, inclusive com perfis fakes, com os maves, com os robôs, os bots nas redes sociais”. Para ele, há interesse em enfraquecer vozes influentes no debate público. “Imagina ter um jornalista com a experiência que eu tenho, com um canal influente no debate público, fora, contra. Tudo o que eles querem”, declarou.

Dantas afirmou que a divisão interessa à esquerda e orientou o público a desconfiar de ataques coordenados nas redes. Ele também criticou lideranças que, segundo disse, passam o dia “trocando ofensas, ataques, jogo baixo”. Para ele, esse comportamento pode favorecer o PT. “Não vejo outro caminho”, disse.

Ao comentar o cenário internacional, o apresentador citou o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e a morte de Ali Khamenei. Ele afirmou que a revolução islâmica transformou o país e mencionou restrições impostas pelo regime, incluindo punições públicas e limitações às mulheres.

A advogada e analista Carol Sponza também defendeu a união do campo conservador. Ela afirmou que, na sexta-feira, comentou a aproximação entre Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira durante manifestação. “Quando ele juntou as lideranças do PL para pregar exatamente a união, ele colocou ao lado dele o Nikolas”, disse.

Segundo Sponza, havia cerca de 60 parlamentares no ato. “Tinha 60 pessoas com mandato. Tinha gente do União Brasil. É este movimento que a gente está tentando fazer”, declarou. Ela afirmou que o objetivo é fortalecer candidaturas alinhadas à pauta da direita.

A analista citou críticas de internautas a Nikolas Ferreira e respondeu que quem não concorda pode optar por não participar dos atos. “A manifestação é o Acorda Brasil […] fora Moraes, fora Toffoli, fora Lula. Essa era a pauta”, afirmou.

Sponza disse que há várias bandeiras em discussão, como anistia aos presos do 8 de janeiro e fortalecimento do Senado. Para ela, disputas internas dificultam avanços. “Enquanto Flávio vem Nikolas, vem Zema para o meu lado, vem todas as lideranças, vem até o Pablo Marçal”, afirmou.

Ela declarou que é necessário eleger um Senado com maioria alinhada à direita para pautar impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. “O Senado hoje não vai tirar ninguém”, disse. Segundo ela, se houver impeachment agora, a indicação de novos ministros caberia ao presidente Lula. “A gente sabe que está aí o BSI para ser indicado. Só nome assim um pior que o outro”, afirmou.

Sponza concluiu que o foco deve estar nas eleições do próximo ano. “A gente tem que avançar com essa pauta para o ano que vem para que o próximo presidente indique ministros sérios”, declarou.

Assista ao programa na íntegra

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