CPI do Crime pede quebra de sigilo da esposa de Moraes
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPI do Crime pede quebra de sigilo da esposa de Moraes

Girão e Malta solicitam dados bancários e fiscais no âmbito das apurações sobre o Banco Master

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Por Redação

Um requerimento apresentado na CPI do Crime Organizado, no Senado Federal, pede a quebra de sigilo bancário e fiscal da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. A iniciativa é do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e foi subscrita pelo senador Magno Malta (PL-ES).

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O pedido solicita acesso a dados bancários, fiscais e financeiros entre 1º de janeiro de 2024 e 1º de janeiro de 2026. O alcance inclui movimentações em contas, investimentos, declarações fiscais e registros em sistemas de controle e fiscalização, como Receita Federal, Banco Central, Coaf e órgãos de arrecadação tributária.

Segundo o texto, a medida busca “identificar nexos financeiros, padrões atípicos de movimentação e possíveis vínculos econômicos relevantes” no contexto das investigações da CPI, que apura a atuação de organizações criminosas e seus mecanismos de influência sobre estruturas do Estado.

Na justificativa, Girão cita informações divulgadas pela imprensa sobre a atuação do Banco Master e eventuais interlocuções com órgãos públicos. O documento afirma que Viviane Barci de Moraes manteve contratos de prestação de serviços advocatícios de alto valor com a instituição, o que, segundo o requerimento, exige verificação técnica da compatibilidade entre valores recebidos, origem dos recursos, fluxo financeiro e efetiva prestação dos serviços.

“O instrumento não possui caráter punitivo ou acusatório. Trata-se de ferramenta constitucional das CPIs, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, para apuração objetiva de fatos e identificação de eventuais padrões atípicos ou esquemas estruturados de favorecimento indevido, tráfico de influência ou ocultação de ilícitos”, afirma o texto.

Ao subscrever o pedido, Magno Malta sustenta o dever constitucional do Parlamento de fiscalizar fatos que possam afetar a transparência e a legalidade. O requerimento foi protocolado e será analisado pelos membros da CPI. Caso aprovado, os órgãos competentes serão acionados para fornecer as informações solicitadas.

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