Rioprevidência diz que R$ 970 milhões no Master estão protegidos - Claudio Dantas
Brasília, Terça, 09 de junho de 2026
Economia

Rioprevidência diz que R$ 970 milhões no Master estão protegidos

Autarquia afirma que valores estão sob decisão judicial

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Por Redação

O Rioprevidência, órgão responsável pela gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do Estado do Rio de Janeiro, afirmou nesta sexta-feira (23) que todos os investimentos realizados no Banco Master seguiram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle.

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A manifestação ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra ex-dirigentes da autarquia.

Em nota, o fundo previdenciário informou que está amparado por uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), de dezembro do ano passado, que determinou a retenção de cerca de R$ 970 milhões aplicados no banco, acrescidos de juros e correção monetária.

Segundo o Rioprevidência, os valores estão sendo compensados por meio da retenção de recursos provenientes de empréstimos consignados que seriam repassados ao Banco Master. Com isso, os recursos permanecem no caixa previdenciário, e a liquidação total do investimento deve ocorrer em aproximadamente dois anos.

A autarquia destacou ainda que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e garantiu que não há impacto no pagamento de aposentadorias e pensões.

“A prestação de serviços acontece normalmente, e o calendário de pagamentos permanece sem qualquer alteração”, informou.

Operação da Polícia Federal

As declarações foram divulgadas no contexto da Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de operações financeiras irregulares envolvendo recursos do Rioprevidência. Quatro pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão, entre elas o atual diretor-presidente da autarquia, Deivis Marcon Antunes, e ex-diretores da área de investimentos.

De acordo com a PF, as investigações indicam que decisões tomadas pela antiga gestão resultaram na aplicação de quase R$ 1 bilhão em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, expondo o patrimônio previdenciário a riscos considerados incompatíveis com sua finalidade.

Banco Master

O Banco Master está em liquidação extrajudicial desde novembro, após o Banco Central apontar insolvência e suspeitas de fraude. As apurações indicam a existência de créditos fictícios, emissão de títulos sem lastro e operações financeiras complexas para inflar artificialmente o patrimônio da instituição.

Antes da liquidação, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) já havia alertado para irregularidades nos aportes feitos pelo Rioprevidência e proibido novas operações com o banco.

O fundo previdenciário estadual é responsável pelo pagamento de benefícios a cerca de 235 mil servidores públicos do Rio de Janeiro, entre ativos, aposentados e pensionistas.

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