Governo elabora Estratégia Nacional de Terras Raras
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Política

Governo inicia elaboração da Estratégia Nacional de Terras Raras

Governo inicia elaboração da Estratégia Nacional de Terras Raras
Divulgação/ANM

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Por Redação

Brasil ocupa 2º lugar no ranking mundial de reservas de terras raras, atrás apenas da China

O Ministério de Minas e Energia anunciou nesta tarde (22) o início dos estudos técnicos para a elaboração da Estratégia Nacional de Terras Raras, plano que pretende orientar o desenvolvimento organizado do setor no Brasil.

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Segundo o ministério, o estudo servirá de base técnica para a definição de diretrizes, metas e instrumentos que permitam ao país avançar da extração primária para etapas de maior valor agregado, como o beneficiamento e a transformação mineral.

As “terras raras” são minerais estratégicos utilizados na fabricação de equipamentos de alta tecnologia, incluindo turbinas eólicas, veículos elétricos, baterias, celulares e sistemas de defesa. Apesar do potencial geológico relevante, a exploração e o processamento desses minerais ainda são limitados no Brasil.

De acordo com o governo federal, a proposta visa “fortalecer a base industrial e tecnológica nacional e reduzir riscos associados à dependência das cadeias globais de suprimento de terras raras”.

O plano também deve incluir diagnósticos sobre oportunidades de desenvolvimento da cadeia de valor, diretrizes de sustentabilidade, além de propostas de governança e monitoramento do setor.

Em nota, a secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, disse que a estratégia é “fundamental” para transformar o potencial mineral brasileiro em desenvolvimento econômico. “Queremos capturar mais valor no território nacional, com mais industrialização, conhecimento e fortalecimento da soberania do país sobre recursos estratégicos”, afirmou.

Na sexta passada (16), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco negocia um acordo de terras raras com o Brasil. “É a chave para a nossa transição digital e limpa, e também para a independência estratégica, num mundo em que os minerais tendem a ser instrumento de coerção”, disse a alemã.

Além da UE, os Estados Unidos também demonstram interesse nos minerais brasileiros. Em outubro do ano passado, o encarregado de Negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, se reuniu com autoridades do setor e propôs um grupo de trabalho conjunto entre os países.

O Brasil ocupa o 2º lugar no ranking mundial de reservas de terras raras, atrás apenas da China, com vastas reservas de argilas iônicas, uma das principais fontes naturais dos 17 elementos do grupo. O país também possui grandes reservas de cobalto, cobre, lítio, níquel e outros minerais estratégicos.

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