Câmara pode votar hoje PL que incentiva exploração de minerais críticos
Brasília, Segunda, 22 de junho de 2026
Política

Câmara pode votar hoje PL que incentiva exploração de minerais críticos

Proposta prevê até R$ 5 bilhões em incentivos fiscais e fundo garantidor

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (05), a partir das 13h55, o projeto de lei que cria a Política Nacional para a Exploração de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta mira ampliar a produção de insumos considerados essenciais, como terras raras.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O texto do relator, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), foi apresentado na noite de ontem (04) e estabelece até R$ 5 bilhões em incentivos fiscais entre 2030 e 2034. Parte desse montante será viabilizada por meio de créditos fiscais de até 20% sobre investimentos, com limite anual de R$ 1 bilhão no período.

Os minerais críticos, como lítio, níquel, nióbio e terras raras, são considerados estratégicos por seu uso em tecnologias de energia limpa, indústria eletrônica e setor militar. Esses insumos estão presentes em produtos como baterias, chips, painéis solares e turbinas eólicas.

A exploração desses recursos ganhou prioridade global. O Brasil possui a 2ª maior reserva mundial de terras raras, atrás apenas da China, mas ainda tem baixa participação na produção e no processamento.

O PL 2780/24 busca mudar esse cenário ao incentivar não apenas a extração, mas também o beneficiamento e a transformação industrial no país. O texto impõe limitações à exportação de minério bruto e cria incentivos progressivos conforme o nível de processamento realizado no território nacional.

O relatório de Jardim também cria o Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos, que será responsável por definir a lista de insumos prioritários, revisar diretrizes a cada 4 anos e avaliar operações que possam afetar a segurança econômica ou geopolítica.

Fusões, aquisições, entrada de capital estrangeiro e transferência de ativos minerais passarão por análise prévia do poder público.

O texto permite ainda que o governo estabeleça regras e condicionantes para exportação, especialmente em casos de baixo processamento. Segundo o relator, não há taxação direta, mas há possibilidade de criação de imposto sobre exportação em situações específicas.

O PL institui um fundo garantidor da atividade mineral, com capacidade de até R$ 5 bilhões. A União poderá aportar até R$ 2 bilhões, e o fundo será administrado por uma instituição financeira federal, com participação de empresas do setor.

O relatório apresentado ontem também obriga empresas a investir parte da receita em pesquisa e inovação. Nos primeiros 6 anos, o percentual mínimo será de 0,3% para P&D e 0,2% para o fundo. Após esse período, a exigência sobe para 0,5% em P&D.

O texto prevê ainda a criação de um cadastro nacional de projetos, com registro obrigatório e integração de dados entre órgãos federais, estaduais e municipais.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade