Papa Leão XIV é convidado por Trump para integrar Conselho de Paz sobre Gaza - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Papa Leão XIV é convidado por Trump para integrar Conselho de Paz sobre Gaza

Secretário do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirma que Santa Sé ainda avalia convite do presidente dos EUA

Foto: Igreja Católica da Inglaterra e do País de Gales

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Por Redação

O papa Leão XIV foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a integrar um novo organismo internacional chamado de “Conselho de Paz”, criado para supervisionar a gestão e a reconstrução da Faixa de Gaza. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (21) pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, que afirmou que a Santa Sé ainda avalia a proposta.

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“O papa recebeu o convite, e estamos considerando o que fazer. Estamos nos aprofundando, porque é um assunto que exige tempo para reflexão antes de dar uma resposta”, disse Parolin a jornalistas, à margem de um evento oficial.

Segundo o cardeal, a iniciativa não se limita apenas à situação em Gaza. Trump estaria convidando diversos países para compor o conselho, que teria um escopo mais amplo e poderia atuar também em outros conflitos internacionais.

De acordo com a Casa Branca, cerca de 35 países já teriam aceitado o convite, especialmente aliados políticos do presidente norte-americano. Outros governos, porém, adotaram postura cautelosa ou rejeitaram a iniciativa, temendo impactos sobre o sistema multilateral liderado pela ONU.

O estatuto preliminar do Conselho de Paz prevê que Trump presida o órgão de forma permanente. Países interessados em obter assento fixo teriam de pagar uma contribuição financeira bilionária, cujos recursos seriam administrados pela própria presidência do conselho.

Desde que assumiu o papado, em 2025, Leão XIV tem adotado um perfil diplomático firme e reservado. O pontífice já fez críticas públicas à situação humanitária na Faixa de Gaza, destacando as dificuldades enfrentadas pela população palestina em discursos e homilias.

Até o momento, a Sala de Imprensa do Vaticano não divulgou um posicionamento oficial sobre o convite. A decisão, segundo Parolin, dependerá de uma avaliação cuidadosa do conteúdo e das implicações diplomáticas da proposta.

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