Fundo revisou crescimento do Brasil para 1,6% em 2026, enquanto elevou projeção global
O Brasil está entre os países que sofreram os maiores cortes nas projeções de crescimento econômico do FMI, na contramão da melhora do cenário global. A revisão consta no relatório “Perspectivas Econômicas Mundiais” (WEO), divulgado ontem (19).
Segundo o FMI, o PIB brasileiro deve crescer 1,6% em 2026, abaixo dos 1,9% projetados em outubro do ano passado. A estimativa para 2027 é de alta de 2,1%, o que representa um avanço de 0,1 ponto percentual em relação à previsão anterior.
A redução de 0,3 ponto percentual na projeção para o Brasil foi a 3ª maior entre 30 economias revisadas pelo fundo. Apenas Cazaquistão e Paquistão registraram cortes maiores, ambos de 0,4 ponto percentual. Além desses países, o FMI revisou negativamente as estimativas apenas para Itália, Rússia e Filipinas.
A piora da projeção do Brasil ocorre em um contexto de revisão para cima do crescimento da economia global. O FMI elevou a estimativa de expansão mundial em 2026 de 3,1% para 3,3%, impulsionada principalmente por EUA e China.
De acordo com o FMI, o desempenho global mais forte reflete o aumento dos investimentos em tecnologia, especialmente em IA, que ajudaram a mitigar os efeitos negativos de tensões comerciais e das tarifas impostas ao longo de 2025. América do Norte e Ásia concentram os maiores ganhos associados a esse avanço.
Já sobre o Brasil, o FMI afirma que as “perspectivas mais fracas” para o país “estão ligadas, principalmente, à política monetária restritiva adotada para conter a inflação elevada no ano passado”.
