Caso Master: FGC recebe pedidos de 75% dos credores
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Economia

Caso Master: FGC já recebeu pedidos de 600 mil dos 800 mil credores

Auditorias identificaram desde 2019 falta de documentos e inconsistências em fundos ligados ao Banco Master; relatórios embasaram alertas ao mercado e a reguladores
foto: Agência Brasil

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Pagamentos começaram para investidores em CDBs do Master, com limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ

Cerca de 600 mil credores do Banco Master já solicitaram ressarcimento ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), de acordo com balanço divulgado na noite de ontem (19). Desse total, aproximadamente 400 mil concluíram todas as etapas e já entraram na fila de pagamento.

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O FGC estima que cerca de 800 mil credores têm direito à garantia. Os pagamentos começaram ontem, em parcela única, para investidores em CDBs do banco, com liberação à vista dos valores, respeitado o teto de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.

Entre os pedidos já registrados, os cerca de 400 mil que finalizaram o processo passaram pela validação de identidade exigida e aguardam a liberação dos recursos. O fundo informa que, por motivos de segurança e prevenção a fraudes, alguns casos podem passar por verificações adicionais, o que pode ampliar o prazo de pagamento.

As solicitações de ressarcimento estão abertas desde o último sábado (17), às 9h30, exclusivamente pelos canais oficiais do FGC.

Após a conclusão do pedido, o pagamento ocorre em até 2 dias úteis, sempre para conta bancária de titularidade do credor.

Pessoas físicas devem usar o aplicativo do FGC, enquanto pessoas jurídicas precisam acessar o site do fundo.

Inicialmente, o FGC estimava 1,6 milhão de credores com direito à garantia, número posteriormente revisado para cerca de 800 mil. Apesar disso, o volume financeiro a ser desembolsado permanece elevado, em R$ 40,6 bilhões, ligeiramente abaixo da projeção inicial de R$ 41,3 bilhões.

Mesmo com os pagamentos relacionados ao conglomerado Master, o fundo afirma manter situação confortável de liquidez. Em novembro do ano passado, o FGC tinha R$ 125 bilhões em caixa.

O Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro, após a identificação de fraudes e incapacidade de honrar compromissos financeiros. O FGC é uma entidade privada, mantida por contribuições das instituições financeiras, responsável por proteger depositantes em casos de quebra bancária.

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