O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o médico particular do ex-presidente Jair Bolsonaro, Cláudio Birolini, acompanhe a junta médica à qual Bolsonaro será submetido.
Na semana passada, Moraes determinou a transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a Sala de Estado-Maior da Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Na mesma decisão, o ministro ordenou a realização de perícia médica para avaliar o quadro clínico do ex-presidente, as necessidades para o cumprimento da pena e a eventual necessidade de transferência para hospital penitenciário.
O ministro consultou a defesa e a Procuradoria-Geral da República sobre a indicação de assistentes técnicos para acompanhar a perícia. Os advogados indicaram Cláudio Birolini. A PGR informou que não indicaria assistente complementar.
A autorização ocorre após manifestações públicas de aliados e familiares de Bolsonaro sobre o estado de saúde do ex-presidente, que, segundo eles, teria se agravado durante o período em que permaneceu na Superintendência da Polícia Federal.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. A defesa pede a conversão da custódia em prisão domiciliar. Moraes afirmou que eventual mudança dependerá do resultado da junta médica e da capacidade da Papudinha de atender às demandas de saúde apontadas na perícia.
