Malta critica interferência de Moraes no CFM
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Malta critica interferência de Moraes no CFM

Senador afirma que decisão do ministro do STF fere a autonomia médica e volta a defender impeachment

Segundo o parlamentar, a medida representa interferência direta na autonomia do CFM e na autoridade médica. Foto: Reprodução/ Programa Alive.

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Por Redação

Durante participação no programa Alive, nesta segunda-feira (19), o senador Magno Malta (PL-ES) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que anulou a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro após uma queda registrada no início do mês.

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Segundo o parlamentar, a medida representa interferência direta na autonomia do CFM e na autoridade médica.

“O Conselho Federal de Medicina é a última palavra. Em situação de risco, a autoridade é do médico”, afirmou.

Malta declarou que Moraes “viola qualquer coisa” e atua acima das instituições.

O senador também condenou a determinação do ministro para que a Polícia Federal ouça o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e avalie eventual responsabilidade criminal da entidade. Para ele, a iniciativa configura intimidação institucional.

“O que o Conselho pode fazer além de emitir uma nota? Depois disso, ele manda a Polícia Federal investigar o CFM”, disse.

O parlamentar voltou a defender o impeachment do ministro e afirmou que o Senado precisa reagir.

“Esse cara precisa de punição, e a punição é o impeachment”, declarou.

Sindicância

A sindicância havia sido solicitada pelo CFM ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) após denúncias sobre suposta demora no atendimento médico a Jair Bolsonaro. Em nota, o CFM afirmou ter recebido “denúncias formais” e recomendado “monitoramento contínuo e imediato” do ex-presidente.

Ao anular a medida, Moraes afirmou que o CFM não possui competência correicional sobre a Polícia Federal e classificou a iniciativa como ilegal e com desvio de finalidade. O ministro destacou ainda que Bolsonaro recebe atendimento médico integral da equipe da PF desde novembro de 2025 e que exames recentes indicaram estabilidade clínica.

Assista ao programa completo:

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