Magno Malta pede à CPMI do INSS convocação de ministra do STM - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Magno Malta pede à CPMI do INSS convocação de ministra do STM

Senador questiona pagamentos de R$ 700 mil recebidos por Verônica Abdalla Sterman, enquanto advogada

Verônica Abdalla Sterman - Empresa ligada ao “Careca do INSS” pagou R$ 700 mil a escritório de ministra do STM
Verônica Abdalla Sterman foi indicada ao Superior Tribunal Militar pelo presidente Lula (PT) e assumiu o cargo no início de março de 2025. Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O senador Magno Malta (PL-ES) protocolou um requerimento para que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS convoque a ministra Verônica Abdalla Sterman, do Superior Tribunal Militar (STM). O pedido tem como objetivo esclarecer serviços jurídicos prestados pela magistrada antes de sua nomeação à Corte.

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Segundo o requerimento entregue na quarta-feira (14), os esclarecimentos dizem respeito a valores recebidos pelo escritório de advocacia de Verônica Sterman de uma empresa citada nas investigações da CPMI como supostamente ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador de um esquema de desvios em aposentadorias e pensões.

A iniciativa do senador se baseia em reportagem do portal Metrópoles, que indica que o escritório da ministra teria recebido cerca de R$ 700 mil da empresa ACX ITC. Para Malta, apesar de não haver acusação direta contra a magistrada, o caso exige explicações formais diante do contexto da investigação parlamentar.

“Não se trata de prejulgar ninguém, mas de cumprir o dever constitucional de investigar. Quando há pagamentos vultosos feitos por empresa investigada, o silêncio não é uma opção”, afirmou.

Verônica Abdalla Sterman foi indicada ao Superior Tribunal Militar pelo presidente Lula (PT) e assumiu o cargo no início de março de 2025. O nome da magistrada foi aprovado pelo plenário do Senado em agosto, por 51 votos a 16.

No documento enviado à CPMI, Magno Malta reconhece que a ministra já se afirmou publicamente que os valores recebidos correspondem a honorários pela elaboração de três pareceres jurídicos e que não mantém qualquer vínculo com pessoas investigadas pela comissão.

Ainda assim, o senador defende que os esclarecimentos sejam prestados diretamente aos parlamentares.

“Somente o esclarecimento pessoal, sob compromisso com a verdade, pode afastar qualquer dúvida. O rastro do dinheiro é a espinha dorsal de uma investigação séria”, declarou. Ele também ressaltou que a convocação teria caráter institucional, em consonância com a função fiscalizadora do Legislativo.

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