Operação Compliance Zero apreende R$ 645 mil em espécie
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Segurança

Operação Compliance Zero apreende R$ 645 mil em espécie

PF também recolheu 23 veículos, 30 armas e dezenas de eletrônicos

No total, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em endereços de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/ PF.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A Polícia Federal divulgou nesta quarta-feira (14) o balanço das apreensões realizadas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. Entre os itens recolhidos estão R$ 645 mil em dinheiro em espécie, 23 veículos avaliados em cerca de R$ 16 milhões, 39 celulares, 31 computadores e 30 armas.

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No total, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em endereços de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, incluindo imóveis ligados ao dono do Master, Daniel Vorcaro, que já havia sido alvo da primeira fase da investigação em novembro de 2025, quando chegou a ser preso antes de embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Nesta fase da operação, também foi detido temporariamente o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que se preparava para viajar ao mesmo destino. Ele foi liberado posteriormente.

Em nota, a defesa de Vorcaro afirmou que ele tem colaborado com as autoridades.

“Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência. O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito.”

A primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, investigou concessão de créditos falsos que podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados.

Em março do mesmo ano, o BRB anunciou a intenção de adquirir o Banco Master por R$ 2 bilhões, mas a negociação foi rejeitada pelo Banco Central. Em novembro, a falência da instituição foi decretada.

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