O programa Alive, apresentado nesta quarta-feira (12) pela cientista política Júlia Lucy, debateu a eventual instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, que já reúne o número mínimo de assinaturas no Congresso Nacional.
Ao comentar reportagem da Folha de S.Paulo que envolve familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e fundos sob investigação, Lucy afirmou que as novas informações reforçam a necessidade de apuração.
“Essa é mais uma notícia que acende um alerta”, disse a apresentadora.
Para Lucy, o magistrado não poderia ser considerado imparcial no caso e deveria ter se declarado impedido.
“O ministro Dias Toffoli foi o mesmo ministro que viajou num jatinho com um dos advogados do Banco Master. O ministro Dias Toffoli impôs sigilo aos processos do Banco Master. Então, ele não é uma figura nem um pouco neutra”, declarou.
A cientista política Carol Sponza avaliou que, apesar das assinaturas já coletadas, não acredita que a CPMI avance de forma efetiva.
“Eu até acreditei durante um tempo que essa CPI ia acontecer, mas depois de tudo que a gente assistiu, eu acho que não vai dar em nada”, afirmou.
Sponza citou contratos envolvendo o Banco Master e familiares de autoridades.
“A gente assistiu ao contrato com a mulher de ministro, com valores de R$ 129 milhões, e nada aconteceu”, disse.
Para ela, nem mesmo denúncias envolvendo possível manipulação de mercado avançaram.
“O dinheiro do banco se confunde com o dinheiro do controlador. Isso não pode ser usado para pagar influenciadores. O que aconteceu? Nada.”
Segundo Sponza, o caso não deveria tramitar no Supremo.
“Esse processo não deveria estar no STF. O foro correto é a Justiça Federal. Ele só está lá por causa de um deputado federal que ninguém sabe quem é”, concluiu.
Assista ao programa completo:
