Toffoli deveria se declarar impedido em caso Master, diz Sponza
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Toffoli deveria se declarar impedido em caso Master, diz Sponza

Especialistas do programa Alive criticam imparcialidade do ministro do STF

Especialistas do programa Alive criticam imparcialidade do ministro do STF. Foto: Reprodução/ Programa Alive.

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Por Redação

O programa Alive, apresentado nesta quarta-feira (12) pela cientista política Júlia Lucy, debateu a eventual instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, que já reúne o número mínimo de assinaturas no Congresso Nacional.

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Ao comentar reportagem da Folha de S.Paulo que envolve familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e fundos sob investigação, Lucy afirmou que as novas informações reforçam a necessidade de apuração.

“Essa é mais uma notícia que acende um alerta”, disse a apresentadora.

Para Lucy, o magistrado não poderia ser considerado imparcial no caso e deveria ter se declarado impedido.

“O ministro Dias Toffoli foi o mesmo ministro que viajou num jatinho com um dos advogados do Banco Master. O ministro Dias Toffoli impôs sigilo aos processos do Banco Master. Então, ele não é uma figura nem um pouco neutra”, declarou.

A cientista política Carol Sponza avaliou que, apesar das assinaturas já coletadas, não acredita que a CPMI avance de forma efetiva.

“Eu até acreditei durante um tempo que essa CPI ia acontecer, mas depois de tudo que a gente assistiu, eu acho que não vai dar em nada”, afirmou.

Sponza citou contratos envolvendo o Banco Master e familiares de autoridades.

“A gente assistiu ao contrato com a mulher de ministro, com valores de R$ 129 milhões, e nada aconteceu”, disse.

Para ela, nem mesmo denúncias envolvendo possível manipulação de mercado avançaram.

“O dinheiro do banco se confunde com o dinheiro do controlador. Isso não pode ser usado para pagar influenciadores. O que aconteceu? Nada.”

Segundo Sponza, o caso não deveria tramitar no Supremo.

“Esse processo não deveria estar no STF. O foro correto é a Justiça Federal. Ele só está lá por causa de um deputado federal que ninguém sabe quem é”, concluiu.

Assista ao programa completo:

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