PF diz ao STF que não pode reduzir ruído em cela de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

PF diz ao STF que não pode reduzir ruído em cela de Bolsonaro

PF pede apoio dos bombeiros para atender Bolsonaro foto: BBC

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Corporação afirma que intervenção exigiria obras complexas e paralisação do sistema

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (7) que não é possível reduzir o ruído do ar-condicionado central na cela do ex-presidente Jair Bolsonaro, mantido na Superintendência da corporação, em Brasília.

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A manifestação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes após pedido da defesa do ex-mandatário, que solicitou providências diante do “ruído contínuo e permanente”. Os advogados pediram adequação do equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou outra solução equivalente.

A PF confirmou a existência do barulho na Sala de Estado-Maior, informando que o espaço é “adjacente a áreas técnicas destinadas à instalação e ao funcionamento de equipamentos do sistema de climatização do edifício”.

No entanto, a corporação afirmou que não há possibilidade de transferência de Bolsonaro para outra Sala de Estado-Maior, em razão dos protocolos de segurança adotados no local. Segundo o órgão, “não é possível eliminar ou reduzir significativamente esse ruído por meio de medidas simples ou pontuais”.

“Eventual intervenção efetiva demandaria ações complexas de infraestrutura e, sobretudo, a paralisação total do sistema de climatização por período prolongado, o que ocasionaria prejuízo à continuidade dos trabalhos ordinários desta Superintendência Regional”, afirmou o delegado Maurício Rocha da Silva no documento enviado ao STF.

A defesa sustenta que a situação “ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso”. Bolsonaro está detido na sede da Polícia Federal desde 22 de novembro de 2025.

Segundo os advogados, o “ruído persiste sem interrupção” e gera um “ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas” do ex-presidente.

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