"Lula rasga a bandeira da paz", diz relator do PL da Dosimetria
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

“Lula rasga a bandeira da paz”, diz relator do PL da Dosimetria

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Paulinho da Força promete trabalhar para derrubar o veto no Congresso

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto que propunha mudanças na dosimetria das penas para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, criticou o veto integral do presidente Lula à proposta, assinado nesta quinta-feira (9).

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Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Paulinho acusou Lula de romper com um esforço de pacificação institucional que havia sido cuidadosamente construído pelo Congresso Nacional.

“O Congresso entregou a bandeira branca da paz do Brasil nas mãos do Lula. Ele rasgou e tocou fogo nela”, declarou o parlamentar.

Segundo ele, a intenção do projeto era garantir previsibilidade jurídica e proporcionalidade nas condenações, e não conceder anistia.

Em sua avaliação, a decisão de Lula de vetar a proposta foi uma escolha clara pelo confronto político, em vez de buscar o diálogo com o Congresso, que havia elaborado o projeto de forma suprapartidária.

“O Brasil buscava estabilidade, pacificação e maturidade institucional. Mas o Lula decidiu fazer o contrário: foi ao terreno já pacificado e jogou gasolina. Preferiu o confronto ao diálogo, a tensão ao entendimento”, afirmou o deputado.

Oposição critica

Para o deputado Rodrigo Valadares (União-SE), o veto reforça uma postura de confronto.

“Não é uma decisão técnica, é ideológica. O governo escolheu a vingança política em vez da justiça. Vamos trabalhar para derrubar esse veto”, disse.

Na avaliação do deputado Coronel Tadeu (PL-SP), o Congresso “não pode se omitir”.

“O PL da Dosimetria buscava equilíbrio e respeito ao devido processo legal. Vetar integralmente é fechar os olhos para abusos claros. O Parlamento precisa reagir”, declarou.

Dosimetria

O projeto visava alterar os critérios para cálculo das penas e progressão de regime para crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Entre as principais mudanças, estava a proibição de somar penas quando mais de um crime fosse cometido no mesmo contexto, além de flexibilizar as regras para a progressão de regime.

O veto agora segue para o Congresso, onde será analisado em sessão conjunta de deputados e senadores. Para ser derrubado, é necessário o apoio de 257 deputados e 41 senadores.

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