Capitais do Norte estão no topo da avaliação de serviços públicos, aponta pesquisa
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Capitais do Norte estão no topo da avaliação de serviços públicos, aponta pesquisa

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Levantamento ouviu mais de 100 mil pessoas e avaliou 51 serviços municipais em 27 capitais

O Instituto Veritá concluiu a etapa de capitais brasileiras do maior projeto independente de avaliação dos serviços públicos municipais já realizado no país. O levantamento ouviu mais de 100 mil cidadãos em 27 capitais e analisou a percepção da população sobre a atuação das prefeituras e a qualidade dos serviços oferecidos.

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A pesquisa avaliou 51 serviços municipais, além da gestão do prefeito, totalizando 52 indicadores. Esses indicadores foram organizados a partir de 91 temas, distribuídos em 18 áreas de políticas públicas. Cerca de 30 mil entrevistados responderam integralmente às 77 perguntas do questionário. A margem de erro varia entre 2% e 3%.

Leia a integra do levantamento da Veritá capitais

No ranking geral de prefeitos, Léo Moraes (Porto Velho-RO) aparece na primeira colocação, com 94,5% de aprovação. Em seguida, estão Eduardo Braide (São Luís-MA), com 90,6%, Antônio Furlan (Macapá-AP), com 85,2%, Arthur Henrique (Boa Vista-RR), com 80,9%, e Eduardo Pimentel (Curitiba-PR), com 79,5%.

Entre as capitais com melhor média geral de serviços públicos, Boa Vista lidera com nota 6,7, seguida por Curitiba (6,2), Vitória (6,0), Macapá (5,8) e São Luís (5,7).

Os serviços mais bem avaliados, na média nacional, foram coleta de lixo (6,7), iluminação pública (5,5), sinalização de trânsito e semáforos (5,5), merenda escolar (5,5) e estrutura física das escolas (5,3).

Por outro lado, os serviços com pior avaliação média incluem apoio ao tratamento da dependência química (3,5), exames de maior complexidade, cirurgias e transferências de pacientes (3,6), informações e gastos públicos (3,7), manutenção de bueiros e drenagem urbana (3,8) e assistência odontológica (3,8).

Entre as áreas mais frequentemente apontadas entre as piores nas capitais estão transparência, transporte público, saúde e saneamento e meio ambiente. Esses setores aparecem de forma recorrente nas últimas posições em diferentes regiões do país.

O Instituto Veritá informou que o projeto resulta de mais de uma década de aprimoramento metodológico e de mais de 30 anos de experiência na avaliação de políticas públicas. A instituição afirma que o objetivo do levantamento é oferecer dados qualificados à sociedade e informações estratégicas para gestores públicos.

Entre as capitais do Nordeste localizadas em estados governados pelo Partido dos Trabalhadores (PT), os resultados apontam desempenho concentrado em serviços básicos, com recorrência de avaliações negativas em áreas estruturais.

Salvador (BA)

Na capital baiana, as melhores áreas avaliadas foram turismo (5,5), limpeza urbana e zeladoria (5,0) e obras, infraestrutura e mobilidade (5,0). As piores áreas incluem transporte público (3,2), transparência (3,3) e saúde (3,6).
Entre os serviços, coleta de lixo (5,9) e limpeza urbana (5,8) aparecem entre os melhores, enquanto exames de maior complexidade e cirurgias (2,9) e assistência odontológica (3,0) figuram entre os piores.

Fortaleza (CE)

Na capital cearense, as melhores áreas são turismo (5,5), limpeza urbana e zeladoria (5,2) e esporte (5,0). As piores áreas são transparência (3,3), atendimento ao cidadão (3,8) e saúde (3,8).
Nos serviços, coleta de lixo (6,9) lidera, enquanto exames de alta complexidade (2,9), consultas com especialistas (3,1) e exames laboratoriais e de imagem (3,1) estão entre os mais mal avaliados.

Natal (RN)

Em Natal, destacam-se como melhores áreas a limpeza urbana e zeladoria (5,4), turismo (4,5) e defesa civil (4,5). As piores áreas são transporte público (2,9), transparência (3,1) e saúde (3,3). Entre os serviços, coleta de lixo (7,3) aparece com avaliação elevada, enquanto exames de maior complexidade (2,5), tratamento de dependência química (2,7) e assistência odontológica (2,9) figuram entre os piores.

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