Advogado de Lulinha é flagrado em conversa ao pé do ouvido com diretor da PF
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
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Advogado de Lulinha é flagrado em conversa ao pé do ouvido com diretor da PF

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Por Redação

Marco Aurélio Carvalho solicitou investigação ao diretor-geral da Polícia Federal durante evento do 8 de Janeiro

O advogado Marco Aurélio Carvalho, que defende Fábio Luís Lula da Silva, pediu ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a abertura de investigação sobre um suposto vazamento de informações envolvendo o nome do filho do presidente da República no caso dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

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O pedido foi feito durante evento do governo federal que marcou os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023, segundo apuração do SBT News. Os dois foram flagrados conversando ao pé do ouvido.

Segundo a emissora, Carvalho afirmou que a PF deve apurar o vazamento de dados que mencionam Lulinha nas investigações. Disse ainda que Andrei Rodrigues respondeu que, havendo indícios, a corporação irá investigar e responsabilizar os envolvidos. O diretor-geral da PF não se manifestou publicamente.

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que identificou citações a Fábio Luís Lula da Silva durante as apurações. O relator do caso é o ministro André Mendonça.

Segundo a PF, as menções surgiram em diálogos e documentos apreendidos em operações de busca e apreensão realizadas contra suspeitos. A corporação apura a possível existência de vínculo oculto entre Lulinha e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos alvos centrais da Operação Sem Desconto.

Uma das linhas de investigação envolve a empresária Roberta Luchsinger, citada como interlocutora comum entre Fábio Luís e Antunes. Na quinta fase da operação, deflagrada em dezembro, Roberta foi alvo de busca e apreensão. Foi nesse material que surgiram referências ao nome de Lulinha, segundo a PF.

Antônio Camilo Antunes está preso desde setembro do ano passado, sob suspeita de liderar um esquema milionário de descontos irregulares em benefícios previdenciários, com pagamento de propina a agentes públicos.

Antes da divulgação das informações, a CPMI do INSS chegou a votar um pedido de convocação de Fábio Luís Lula da Silva. O requerimento foi rejeitado. Um novo pedido deve ser analisado após o recesso parlamentar.

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