CFM abre sindicância sobre atendimento médico a Bolsonaro após queda
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CFM abre sindicância sobre atendimento médico a Bolsonaro após queda

O conselho destacou o histórico de saúde do ex-presidente, classificando-o como de “alta complexidade”. Foto: Reprodução/CFM

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Órgão investiga denúncias sobre assistência ao ex-presidente, que bateu a cabeça em Brasília

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou nesta quarta-feira (7) a instauração de uma sindicância pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) para investigar denúncias sobre a assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que sofreu uma queda na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

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Em nota, o órgão informou que recebeu denúncias que “expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente”. O CFM também afirmou que “declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira”.

O conselho destacou o histórico de saúde do ex-presidente, classificando-o como de “alta complexidade”, com “sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis e outras comorbidades em paciente idoso”.

Para o CFM, esses fatores exigem “um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo Estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência”.

O CFM reforçou ainda que “a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade”.

A queda de Bolsonaro ocorreu na madrugada de terça-feira (6). Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente teve uma crise de soluços enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel.

Advogados do ex-presidente pediram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorização para levá-lo ao hospital. Moraes inicialmente negou a remoção, citando ferimentos leves, mas autorizou o atendimento na manhã desta quarta-feira.

O CFM afirmou que acompanhará o caso dentro dos limites legais, reafirmando seu compromisso com “a boa prática médica, a ética profissional e a segurança do paciente”.

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