Ditador socialista foi capturado pelos EUA no último sábado (03)
Porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Ravina Shamdasani, disse nesta manhã (06) que a operação dos EUA em Caracas, que capturou o ditador socialista venezuelano Nicolás Maduro, violou “princípio fundamental” do direito internacional.
“Os Estados não devem ameaçar nem usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado”, afirmou Shamdasani durante coletiva em Genebra.
A fala foi feita 3 dias após os EUA conduzirem a megaoperação militar na capital venezuelana. Ontem (05), o Conselho de Segurança da ONU debateu a ação.
Durante o encontro, os EUA chamaram a operação de “aplicação da lei” norte-americana, negaram guerra contra a Venezuela, classificaram Maduro como “narcoterrorista” e garantiram que não ocuparão o país.
O representante chinês disse estar “profundamente chocado” e condenou o “bullying” dos EUA contra a Venezuela. Já embaixador russo pediu a libertação de Maduro e chamou os norte-americanos de “hipócritas e cínicos”.
O Brasil também criticou a ação durante o Conselho da ONU. Sérgio Danese, embaixador brasileiro na ONU, afirmou que a operação contra Maduro cria precedente para que “os mais fortes” decidam “o que é justo ou injusto, correto ou incorreto”.
Na ONU, embaixador brasileiro condena intervenção dos EUA na Venezuela
