Em entrevista ao programa ALive nesta quinta-feira (11), o deputado federal Bibo Nunes (RS) comentou sua destituição do cargo de vice-líder do PL na Câmara, após votar a favor do afastamento do psolista Glauber Braga (RJ).
Segundo ele, o apoio ao destaque que previa a suspensão de Braga foi uma “questão de bom senso”, pois o parlamentar do PSOL seria “absolvido”: “[…] ele não seria cassado, porque nós não tínhamos, em momento algum, 257 votos [para a perda de mandato]”.
Nunes afirmou que faltou “calma” ao líder do PL, Sóstenes Cavalcante, que agiu de forma “bastante intempestiva” ao destituí-lo ao vivo, no plenário: “Eu acho que o líder tem que ter mais comprometimento, um pouquinho mais de calma, bom senso, porque da maneira como ele veio, escorregou na banana. O Brasil todo está vendo o que aconteceu”.
O deputado disse não saber se houve algum acordo por trás da não cassação de Glauber, mas afirmou que o psolista “tocou no coração de alguns parlamentares”: “Comigo o negócio é muito sério”.
“Houve negociação daqui e dali? Não sei. Só sei que ele não seria cassado. E o máximo que teríamos condições é de punir por seis meses”, acrescentou.
“Aí eu pergunto: ‘É melhor eu prender por seis meses ou deixar ele ir embora como sendo simplesmente um anjo querubim?’ Não, ele não é anjo, tinha que ser punido. Eu, na tribuna, no plenário, o tempo inteiro querendo a punição dele”, completou o deputado.
De acordo com Nunes, a suspensão de Glauber foi o “menos pior”: “Ao invés de sair totalmente ileso, seis meses de suspensão. Se fosse pelo voto do Sóstenes, ele sairia totalmente ileso”.
O parlamentar também deixou claro que, no momento, não está orientando outros deputados: “O Sóstenes não sabia, não tinha orientação de bancada. Não tinha orientação. Eu expressei em meu nome o meu pensamento. Cada um vota conforme a sua consciência. Então, eu acho que o Sóstenes se equivocou na interpretação e se precipitou na decisão”.
Ontem (10), após acordo entre partidos de esquerda, o Centrão e parte da direita, Glauber Braga foi suspenso por seis meses, em vez de cassado, por agredir fisicamente um membro do MBL no ano passado.
