Os Correios buscam um aporte emergencial de R$ 6 bilhões do Tesouro ainda neste mês e planejam apresentar uma nova proposta de captação entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões. Também pretende ampliar o programa de demissão voluntária de 10 mil para 15 mil funcionários.
É um escárnio.
Enquanto a imprensa do pix trata o caso com aparente normalidade, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal assistem passivamente à maior dilapidação patrimonial da história da estatal. Seus funcionários, tutelados por sindicatos coniventes com a gestão petista, adiaram ao máximo uma paralisação — que agora periga ocorrer às vésperas do Natal.
É uma afronta.
O economista Emmanoel Schmidt Rondon, que assumiu o cargo em setembro, pouco fez para reverter um quadro dramático desenhado por seu antecessor, o advogado Fabiano Silva dos Santos, blindado pelo grupo Prerrogativas. Rondon, inclusive mantém o sigilo sobre contratos multimilionários com escritórios de advocacia e terceirizados.
Tudo cheira à corrupção.
Em ata recente, o grupo de auditoria interna dos Correios também manteve em sigilo todas as recomendações e solicitações feitas pela CGU e pelo TCU. Na mais recente manifestação do Tribunal de Contas da União, ficou demonstrada a maquiagem de R$ 1 bilhão no balanço de 2023. De lá pra cá, o rombo aumentou exponencialmente.
Tudo indica uma operação abafa.
